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"...Enquanto ensinarmos que o mundo é um lugar a ser evitado, que as mazelas humanas são fruto da ausência de Deus, que Deus não ouve os pecadores, que só a igreja evangélica é que detém os "diretos autorais" da salvação, que ser forte e inabalável é sinônimo de fé e que ser pecador é ser inimigo de Deus então ainda não entendemos o plano da salvação e o evangelho de cristo rebaixado apenas á mais uma religião...."
"Sequencia de vídeos diários com a leitura do Novo Testamento"

domingo, 26 de agosto de 2012

Os Jargões e a ilusão – parte 3

POR ALEX MARTINS
Olá pessoal.

Dando sequencia á serie: "Os Jargões e a ilusão" hoje quero falar de uma frase que sempre ouvimos nos púlpitos antropocêntricos e em algumas músicas evangélicas do mundo gospel:

"QUEM TEM PROMESSA DE DEUS NÃO MORRE"


Essa é uma das afirmações mais perigosas e mentirosas pois cria uma raça protegida das vicissitudes da vida, uma casta de semideuses temporariamente imortais, super-homens... super enganados!

Deus, fazendo acepção de pessoas, concede à um pequeno e seleto grupo uma promessa de carro, casa, dinheiro, cura, promoção no trabalho, ministério, etc... só que essa promessa vem com um super bônus que vale mais que a promessa em si: o bônus da imortalidade até que se cumpra aquilo que "Deus" prometeu.

Quer um bônus melhor que esse?  Cientistas do mundo inteiro, de diversas épocas doam suas vidas ao estudo do rejuvenescimento que promete retardar a morte, bilhões de dólares são investidos pela industria farmacêutica na fabricação de cremes e pílulas que combatem os radicais livres na esperança de um dia alcançarem a imortalidade.

Mas para que tudo isso? Basta ingressar num grupo de radicais que se dizem livres e que já possuem a resposta para a morte do corpo, basta se membrar em sua igreja, sonhar alto, desejar alguma coisa e reivindicar de Deus a promessa, e uma vez com a promessa o bônus da proteção e da garantia de vida até a promessa se cumprir.

Não sei como as pessoas conseguem ficar anos debaixo dessa falácia. Alegam fé mas como diria C. S. Lewis "Crer também é pensar". E como são movidas apenas por pensamentos positivos e não pensamentos de análise e ilação como os crentes de Bereia em Atos 17, seguem essa palavras até um dia quebrarem a cara, ficarem decepcionados com Deus ou consigo mesmo achando que o problema está em si, que não foram fiéis o suficiente, que deram brechas ou coisa parecida. Mais uma teologia da terra.

Mas como já diria certa canção:  "Suas idéias não correspondem aos fatos. O tempo não pára!"

Fato é que milhares de pessoas todos os dias morrem inclusive cristãos evangélicos que tinhas suas "promessas" não cumpridas, muitos morrem na saída da igreja após o culto, ou no trânsito, vitimas de doenças ou violência, etc.
A chuva cai sobre justos e injusto e tudo que sucede ao ímpio sucede ao crente.

Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.  

Perguntemos a Moisés se essa frase é verdadeira e ele dirá que morreu depois de anos no deserto sob a promessa de uma terra chamada de "Terra prometida" no qual ele nunca pôs os pés mesmo vivendo debaixo da promessa a vida toda.

Perguntemos a Davi e ele dirá que morreu sem ver o templo construído, fato que se cumpriu apenas por seu filho Salomão.

Perguntemos ao escritor de Hebreus ele será mais claro que o sol e responderá no Capítulo 11:


Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 


E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa



A frase "Quem tem promessa de Deus não morre" só tem sentido em duas situações: A primeira é se a promessa for aquele prometido no Gênesis que iria nascer para esmagar a cabeça da serpente, o prometido das nações, aquele que morreria de uma vez por todas e por todos, o cordeiro de Deus, o esperado, aguardado, profetizado, que nos daria paz com Deus: Jesus.  Se Jesus é a promessa então podemos morrer em paz, pois ele já veio, a promessa já se cumpriu e seu "Está consumado"Tetelestai - ecoa até hoje e pelos séculos dos séculos, amém.

A segunda é que se entendermos a morte como ela é depois de Jesus, realmente "Quem tem promessa de Deus não morre" porque hoje a morte já não mata pois a morte morreu na morte de Cristo!

A morte não é o fim, é o começo. Não é uma prisão, é a libertação para a verdadeira vida. Depois de Jesus a morte é só um portal onde se fecha os olhos aqui e no momento seguinte se abre para a vida eterna. A morte não nos pode segurar nem por um segundo, ela não nos mata, não nos pune -  nos presenteia.  Quem tem essa consciência na vida pode chegar a dizer sem medo nenhum e sequer tocar no assunto 'promessa' :

"Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor." 


A morte não é um problema para aqueles que têm a vida, e aqueles que descansam em paz assim o fazem mesmo antes de morrerem. 

Lutando pelo que vale a vida e não lutando pelo que não vale a vida. Não se importando com promessas egoístas e piegas, mas dando mais valor a cada segundo da vida amando, beijando, abraçando, brincando, sorrindo, chorando, perdoando, crescendo,  aprendendo, errando. Crendo que a única promessa que precisávamos se chama Jesus e a única promessa que nos importa é um dia sermos como Ele é!  1º João 3:2

Quem tem promessa morre pois só na morte a verdadeira promessa é cumprida.




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