"...Enquanto ensinarmos que o mundo é um lugar a ser evitado, que as mazelas humanas são fruto da ausência de Deus, que Deus não ouve os pecadores, que só a igreja evangélica é que detém os "diretos autorais" da salvação, que ser forte e inabalável é sinônimo de fé e que ser pecador é ser inimigo de Deus então ainda não entendemos o plano da salvação e o evangelho de cristo rebaixado apenas á mais uma religião...."
Normalmente casamento é associado à prisão e limite. “O cara está se amarrando”—é o que se diz do moço que está para casar.
Há, inclusive, a tal “despedida de solteiro”, quando o jovem reúne os amigos, e com eles sai, a fim de dar “adeus à liberdade”.
Conheci minha mulher, Adriana, depois de vir de um relacionamento intenso e conturbado, e, por meio do qual meu primeiro casamento havia acabado. Todos conhecem a história, de um modo ou de outro, posto que os fatos se tornaram públicos. Todavia, nem de longe é disso que desejo falar aqui.
Como eu dizia, vim a conhecer a Adriana e a imediatamente me apaixonar por ela.
Depois amei-a. Depois não podia mais imaginar a vida sem ela.
Assim que falei em casamento com Adriana, ainda em setembro de 2000—três meses após havê-la conhecido—, ela me sugeriu que tivéssemos, sobretudo, uma aliança de liberdade, porque “onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade”.
Ou seja: que nossa Certidão de Casamento carregasse em anexo uma Carta de Separação Consensual.
Assim, dizia ela, ficaria sempre certo e claro para nós dois que não estávamos numa prisão, mas uma relação que se fizesse justificar em existência apenas pela presença do amor, do desejo, do carinho, do respeito, e da amizade.
Estamos juntos há quase cinco anos. Nesse período, de tempos em tempos, ela me diz que “estou livre para deixá-la quando desejar”. E, normalmente, ela diz isso quando as coisas estão lindas, belas e ótimas—ou seja: nos auges de nosso amor e alegria conjugal e familiar, como foi o caso do último Reveillon, quando estávamos todos da família, de ambos os lados, num encontro feliz e inesquecível para todos nós.
A única vez em que ela me repetiu essa frase de modo não associado à alegria foi quando da morte de meu filho Lukas.
“Meu amor! Você perdeu um filho. Se você desejar buscar alguma coisa que ficou para trás, e que tenha sido suscitada em você por essa perda, pode ir; e saiba: eu vou entender, embora eu vá sofrer de dor de morte. Mas você está livre”—disse ela na frente de meu filho Ciro.
Sim, eu sou um marido livre, e estou com ela porque a amo e a quero!
Alguém poderia considerar que a vida de um pastor tem sempre no ministério um ponto de referencia para consideração quando se trata de divórcio e separação. Ou seja: muitos pastores, se fossem médicos ou advogados, separar-se-iam urgentemente de suas esposas. Todo mundo sabe que é assim.
Com a minha mulher, todavia, é diferente. Adriana, lá atrás... bem no início... inclusive me ofereceu “cobertura ministerial para me proteger das bocas malignas”, no caso de um dia eu querer usar a Carta Consensual de Separação.
Ou seja: nem nesse quesito eu teria problemas, até porque, sinceramente, não desejaria estar ao lado de ninguém apenas por causa do ministério.
Deus me livre. Jamais!
Estou dizendo isto porque há pouco Adriana olhou para mim e disse as mesmas palavras.
O estranho é que quanto mais ela diz isso, mas o poder que em mim se fixa é o oposto: uma vontade danada de ficar, ficar, ficar... ficar para sempre... e até de rasgar a tal Carta Consensual de Separação... que só não pode ser rasgada também porque eu nunca tive coragem de escreve-la.
Estou onde estou, com quem estou, do jeito que estou, porque quero, porque desejo, porque amo, por estou feliz, porque me faz bem, e porque é tudo de bom e prazeroso.
Sim, amo Adriana, e ela me faz muito bem em todos os sentidos. Ela enche a minha vida de alegria e prazer.
Alias, faz bem a todos, até mesmo à mãe de meus filhos, que aprendeu a amá-la, e com quem ela tem hoje uma relação de carinho e amizade. Sem falar que nossos filhos hoje se amam como irmãos.
Desse modo, fica aqui o meu estimulo para que as pessoas se casem de modo livre e leve.
Quanto mais livre e leve, mais profundo e mais definitivo será, na Graça de Deus.
Escrevi um texto a respeito do divórcio há um tempo atrás:"Deus, o divórcio e o segundo casamento". Aliás, divórcio e segundo casamento são temas (dentre muitos outros) que sempre me deixaram com "a pulga atrás da orelha". Desde que me conheço por gente, enfiaram-me goela abaixo que divórcio não é permitido por Deus, muito menos o segundo casamento. Aí eu ficava pensando: "Se Deus é um Deus de amor, vai se alegrar em ver seu filho sofrendo uma vida inteira? E onde entra a Graça nessa história?"
Lembro que quando resolvi escrever sobre esse tema, pesquisei em sete versões de Bíblia, assisti alguns vídeos, consultei livros, artigos, especialistas, busquei ajuda em comentários bíblicos, acompanhei casais em processo de divórcio (pessoalmente e virtualmente), diversas vezes debati com meus pais e marido...enfim, dei o meu melhor! Mas sei que ainda foi pouco, muito pouco. Li e reli o texto dezena de vezes, e cada vez que lia, mudava alguma coisa. Mas confesso que ao terminar, a pulguinha continuou atrás da orelha.
Alguns dias depois de publicá-lo, um leitor do blog me mandou o texto abaixo. Enquanto lia, parecia que uma venda estava sendo retirada dos meus olhos. Talvez essa não seja minha "posição final da vida inteira" sobre o assunto, mas por enquanto é. Não poderia deixar de dividir com você, afinal, coisa boa tem que ser compartilhada! Ele é longo, mas é um investimento de tempo valioso. Se não puder ler tudo agora, leia em partes, ou quem sabe em outro momento, mas não deixe de ler! Aí vai:
A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo “(João 1:17).
"Será que os que estão sofrendo tragédias matrimoniais também receberam a graça, como descreve a Lei no Novo Testamento? É claro que afirmamos que a graça e a verdade vieram por Cristo Jesus. Então, como predomina a graça naqueles que sofreram a tragédia de um fracasso no matrimônio e um subseqüente divórcio? Cristo não ensinou apenas com palavras, mas também com sua vida. Ele deu novas idéias a seus seguidores, rejeitando o antigo ditado: “olho por olho, dente por dente” e enfatizando o amor, não entre eles mesmos mas em relação aos outros. Ele tirou a mulher da condição em que se encontrava e a fez ser reconhecida como pessoa. Ensinou também o respeito para com a antiga lei judaica.
Quando estudamos o que Jesus disse acerca do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele levou junto com os que tinham destruído seu casamento, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente a lei do divórcio. O que encontramos em suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que Ele nos diz? “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério?” (Marcos 10:11-12).
Nós podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço em Samaria até a cidade para ser sua testemunha. Suas palavras, no entanto, será que negam suas ações? Por acaso as pessoas divorciadas que casam com outra estão vivendo em adultério? Estão proibidas de servir a Cristo? Devemos igualmente ouvir as palavras do apóstolo Paulo: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher” (I Tim. 3:2). Será que ele está falando de uma pessoa que se divorciou ou casou novamente? Sobre este aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei. Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério: e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério” (Lucas 16:17-18).
Mas Jesus deixou claro que o Antigo Testamento tinha algo significativo a dizer. Existe uma lei! Quando foi perguntado pelos fariseus, no Evangelho segundo Marcos, se “é lícito ao marido repudiar sua mulher”, Jesus respondeu com uma pergunta: “Que vos ordenou Moisés?” Tornaram eles: “Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar” (Mc. 10:2-4). Há uma lei! A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4, escrita bem antes de Jesus vir ao mundo. Josefo, que viveu um pouco depois da época de Jesus, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”:“Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa, por qualquer motivo (muito comum nos homens), deve registrar por escrito que nunca voltará a casar com aquela mulher. Portanto, ela terá a liberdade de casar com outro homem. Entretanto, enquanto essa carta de divórcio não lhe for dada, não poderá fazê-lo” Esta é a lei de que fala Deuteronômio”: “Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo de sua casa, for e se casar com outro homem...”(Dt. 24:1-2).
Essa lei ainda estava vigente na época de Jesus. Portanto, temos de tratar dos “títulos” da lei. A Bíblia fala apenas de um divórcio. Deus diz que Ele o fez. Em Jeremias 3, Deus recordou a Judá que estavam procurando problemas. Israel tinha sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse a Judá de que ela tinha sido testemunha da infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus a havia mandado embora e lhe dado carta de divórcio; mesmo assim, Judá não se arrependeu (Jr. 3:6-8). Havia outras coisas que os homens podiam fazer com suas esposas.
Muitos se casavam com mais de uma mulher, sem sequer incomodar-se de pensar em divórcio. Alguns destes foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Jacó, por exemplo. Heróis das revelações de Deus, mas também produto da sua cultura. Se não se divorciava, o que fazia um homem daquela época com a primeira esposa quando tomava outra? Punha-a de lado. Há uma palavra para isto no Antigo Testamento, a palavra hebraica shalach. Ela é diferente da palavra que significa divórcio, que é keriythuwth (como em Jer. 3:8), que literalmente significa excisão ou corte do vínculo matrimonial. O divórcio legal era escrito como pedia Deuteronômio 24, e o novo matrimônio era permitido. Shalach normalmente é traduzido por “repudiar”.
As mulheres eram “repudiadas” quando seu marido se casava com outra, para estarem disponíveis quando este necessitava dela ou a queria novamente, repudiadas para serem sempre propriedade, como escravas, ou ficando em isolamento total. Eram dias cruéis para as mulheres. Elas eram “repudiadas” para favorecer outras, mas não lhes era dada carta de “divórcio” e, conseqüentemente, tampouco o direito de se casarem novamente. Essa palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica. Algumas das injustiças e do terror experimentados pelas mulheres daquele tempo que eram “repudiadas” podem ser vistas na descrição que o Langenscheidt Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969) faz da palavra shalach: “A fé cristã lançou raízes e floresceu em uma atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram normais e onde a escravatura e a inferioridade da mulher eram quase universais. A superstição e as religiões rivais, com todo tipo de ensinos errados, existiam em todo o mundo”. Deus odeia o “repúdio”.
O profeta Malaquias, com seu coração compadecido, implorou ao povo de Deus que parassem com isso. A palavra traduzida por “repúdio” em Malaquias 2:16 não é a palavra hebraica para divórcio, mas é shalach - repúdio. Veja como Malaquias responde aos líderes que perguntavam como tinham cometido abominação em Israel e profanado a santidade do Senhor: “Perguntais: por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. Não fez o Senhor um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis” (Mal. 2:14-16).
Depois veio Jesus, e suas palavras não negaram suas ações! “Ele falou disso quando disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério” (Lucas 16:18). Todo aquele que faz isso comete adultério! Essa prática era cruel e adúltera, porém não se tratava de um divórcio. A palavra do Novo Testamento traduzida por “repúdio” vem do verbo grego apoluo. Esta é a palavra que os autores do Novo Testamento usaram como equivalente a shalach(“deixar”ou “repudiar”).
Existe uma palavra hebraica para divórcio no Antigo Testamento, keriythuwth, equivalente a uma palavra grega no Novo Testamento, apostasion. O Arndt/Gingrich Lexicon Del Nuevo Testamento indica apostasion como o termo técnico para uma carta ou escritura de divórcio, remontando até 258 a.c. Apoluo, a palavra grega que significa deixar de lado ou repudiar, não significava tecnicamente um divórcio, apesar de às vezes ser usada como sinônimo. Tratava-se de um termo de domínio total masculino: o homem com freqüência tomava outras esposas e não dava carta de divórcio quando abandonava as anteriores. A lei judaica que exigia que se concedesse carta de divórcio (Dt. 24:1-4) era amplamente ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, quem se importava? Se um homem repudiasse (apoluo) sua esposa, sem incomodar-se de lhe dar carta de divórcio, quem se oporia? A mulher? Jesus se opôs. Disse Ele: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei” (Luc. 16:17). E: “Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério”(Lucas 16:18).
A diferença entre “repudiar” e “divorciar” (no grego apoluo eapostasion) é crítica. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, roubada em seus direitos básicos ao casamento monogâmico. Apostasionsignificava que o casamento terminava, sendo permitido um casamento legal subseqüente. O papel fazia a diferença. A mulher que tinha saído de casa podia casar-se com outro homem (Dt. 24:2). Essa era e lei. Como foi que começamos a ler “todo aquele que se divorcia da sua mulher” na passagem em que Jesus disse literalmente “todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher?”
Existem outras passagens, além de Lucas 16:17-18 em que Jesus falou desse assunto. Essas incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde Marcos diz que Jesus determinou a validade da lei do homem igualmente para a mulher) e Mateus 5:32. Nessas passagens Jesus usou onze vezes alguma forma da palavra apoluo. Em todas as ocasiões Ele proibiu o apoluo -o repúdio. Ele nunca proibiu apostasion - a carta de divórcio, requerido pela lei judaica. Devemos traduzir a palavra gregaapoluo por “divórcio”? Kenneth W. Wues, em sua tradução expandida do Novo Testamento, sempre vertia “repudiar” ou “deixar”, nunca “divorciar”. A tradução Revista e Corrigida de Almeida, a mais antiga em português, sempre usou “deixar” ou “repudiar”, da mesma forma a Revista e Atualizada.
Na versão mais antiga em inglês, produzida em 1611 por encomenda do rei Tiago (King James) temos um problema: em uma das onze vezes em que Jesus usou o termo, os tradutores escreveram “divorciada” em lugar de “repudiada” ou “abandonada”. Em Mateus 5:32 eles escreveram: “E aquele que casar com a divorciada comete adultério”. A palavra grega não é apostasion (divórcio), mas é uma forma de apoluo, a situação que não inclui carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente ainda estaria casada. Mateus 19:3-10 relata que os fariseus perguntaram a Jesus sobre esse assunto. Depois que Ele afirmou: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (v. 6), eles indagaram: “Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio (escrita apostasion) e repudiar {a mulher}?” (v.7). Jesus respondeu: “Por causa da dureza do vosso coração” (v.8).O primeiro direito básico humano que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Nos dias de Jesus os direitos humanos estavam concentrados apenas nos homens. Jesus mudou isso. Ele exigiu obediência à lei: demandou direitos iguais para a mulher no matrimônio.
A graça é abundante em Cristo Jesus! Jesus disse a esses homens que repudiar a esposa e casar-se com outra era adultério. Adultério! A lei (Deut. 22:22) prescreve a pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem como para a mulher. Isso foi difícil de engolir para os homens que faziam com sua mulher o que lhes comprazia. Mateus 19:10 registra a seguinte reação: “Se essa é a condição do homem relativa à sua mulher, não convém casar!” Eles não viviam em uma cultura que esperava que o homem vivesse apenas com uma mulher por toda a vida, muito menos que desse direitos iguais à mulher se o casamento acabasse. Como foi que começamos a ler “aquele que divorciar sua mulher” nas passagens em que Jesus na verdade disse “aquele que repudiar ou abandonar sua mulher?”
Parece que o processo começou ali onde apoluo foi traduzido erroneamente como “divórcio” pela primeira vez, em 1611. A versão Standard Americana corrigiu o erro em 1901, mas nunca chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest teve o cuidado de evitar os erros mencionados, como vimos acima. Porém, quase tudo o que foi impresso sofreu a influência da versão King James, e até os léxicos gregos americanos e os tradutores mais modernos parece que se deixaram influenciar por essa ocorrência, traduzindo apoluo por “divórcio”, mesmo quando o significado da palavra não inclui o divórcio por escrito (apostasion).
Assim, a tradição nos ensinou a ter em mente “divórcio”, mesmo quando lemos “repúdio”. Seria o divórcio por escrito a solução para a prática cruel do repúdio, como indica Deuteronômio? O capitulo 24 é uma evidência de que, assim como Deus ouviu as queixas no Egito e proveu libertação da sua escravatura, também ouviu as súplicas das mulheres escravizadas e as libertou do abuso, por meio de uma necessidade trágica, o divórcio. Trágica porque termina com algo que nunca deve terminar o matrimônio; necessária para proteger as vítimas daqueles que não obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária, originalmente porque o homem repudiou a mulher, enredando-as em matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros. O divórcio é uma tragédia.
O divórcio é um privilégio, previsto como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que pode ser, e com freqüência é, abusado. O divórcio não é um quadro bonito, na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um profundo senso de ter falhado, perda de auto-estima, crítica dos familiares, problemas com a educação dos filhos e muitos outros problemas assaltam os divorciados. O divórcio pode ser mais traumático que a morte de um cônjuge. A morte do cônjuge é difícil de ser superada, mas um cônjuge falecido não retorna mais. O divorciado normalmente retorna, e assim prolonga a situação.
O divórcio é, porém, como no tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia. É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva, provendo preparo para o casamento. Temos de estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, mas essas ações não prevêem o rompimento de matrimônios. Quando os casais permanecem juntos somente por preocupação com a notoriedade requerida pelas leis de divórcio, ou pela “segurança dos filhos”, o resultado pode ser uma tragédia.
Desastrosos triângulos amorosos, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das conseqüências documentadas de casamentos que falharam, mas não terminaram. Que opção mais terrível! Um lugar em ruínas é uma tragédia, mas nunca esquecerei de um jovem que pôs uma pistola na boca, acabando, assim, com seu casamento como alternativa ao divórcio. Sua igreja tinha proibido o divórcio. Nossa taxa elevada de divórcios não é um problema real. O fracasso nos casamentos vem primeiro, depois o divórcio.
A taxa de divórcios é unicamente um indício da nossa alta taxa de casamentos ruins. Para corrigir isso temos de fazer mais do que pregar contra o divórcio: temos de revigorar os casamentos. Esse é o nosso desafio! Uma pessoa divorciada pode ser ordenada diácono ou pastor? O apóstolo Paulo, um homem instruído, conhecia a palavra grega para divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Também sabia que Cristo aceita qualquer pessoa, até ele, o “maior dos pecadores” (I Tim. 1:15). É inquestionável que, naquela época, os homens tinham muitas esposas, escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, abarcadas pelo termo poligamia, constituía adultério. Paulo rejeitou a escolha de homens nessa condição como líderes da igreja. A instrução de dar carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher, e ainda proibiu a poligamia e o adultério inerente a ela. Parece que Paulo concordava plenamente com isso quando diz: “É necessário, portanto, que o Bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar...” (I Tim. 3:2). Ele rejeita a poligamia, não o divórcio. Apesar de sérios abusos, a lei do divórcio (Dt. 24) ainda tem validade.
O divórcio é uma solução radical para problemas maritais insuperáveis. Ele termina com toda a esperança de que o matrimônio deve ser conservado, e declara publicamente que ele falhou. É preciso estar contrito nesse momento da verdade. O pecado relativo a essa falha tem de ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9). Isso também inclui o perdão de fracassos no casamento.
Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, exigida pela lei, provê um grau de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel da poligamia adúltera e aos caprichos de homens de coração endurecido. Não há nada tão atordoante como “quero divorciar-me de você”, não é verdade? O divórcio declara o término legal do matrimônio, portanto, se houver qualquer acusação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a casar-se novamente. O divórcio rompeu todos os laços maritais e todo controle da esposa anterior. O divórcio exigia monogamia estrita, prevenia o término unilateral e preservava o direito básico de casar-se. O mesmo ocorre hoje: abandono, negligência, deserção, o que se queira dizer do coração duro que deixa a esposa por outra mulher sem divorciar-se foi e está proibido pelo mesmo Senhor Jesus Cristo (Mat. 5:32; 19:9; Mar. 10:11-12; Luc. 16:18).
Durante séculos, muitas comunidades cristãs têm interpretado esses ensinos de Jesus da seguinte maneira:
1. O divórcio é absolutamente proibido, ou melhor, é permitido somente no caso em que se admite ou comprova o adultério.
2. Uma pessoa divorciada não tem permissão para casar novamente;
3. Uma pessoa divorciada que casa novamente vive em adultério;
4. Alguém que se divorcia não pode ser ordenado diácono ou pastor
Todas as pessoas que mantêm essas convicções estão erradas!
As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e estão baseadas em um versículo em que Jesus nem sequer usou a palavra grega para divórcio (apostasion); a quarta está baseada em um versículo em que Paulo também não a usou. A palavra que Jesus usou foi apoluo, “repudiar”.
O problema do qual Ele estava tratando é o repúdio, não o divórcio. Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir em uma igreja que adota as quatro posições mencionadas acima. Como isso é possível, quando a igreja é o corpo de Cristo na terra, que deve funcionar e servir como Ele o fez em pessoa? Cristo, que aquela vez levantou sua voz em Jerusalém, precisa olhar do céu para baixo e levantar a voz para nós. Ele veio e chamou Simão o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um rejeitado servo de Roma, uma dupla tão incompatível como dificilmente se pode encontrar em nosso mundo de hoje; mas Ele os pôs para trabalharem juntos em seu Reino.
Depois eles foram para a Samaria. Ele se revelou diante de uma mulher cujos antecedentes de fracassos matrimoniais eram vergonhosos, e enviou-a para compartilhar a revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele tem de levantar sua voz quando vê que desperdiçamos nosso tempo tentando calcular a quem podemos proibir de servir em sua igreja. Jesus ministrou abertamente a todos os que se achegaram a Ele. Hoje, muitos dos nossos amigos divorciados têm medo das nossas igrejas. Eles sabem que alguma não combina com a Bíblia, em nosso ensino sobre divórcio. Podemos estar corretos, estando tão opostos a Cristo?
Nossas interpretações tradicionais nos separam das pessoas que receberam a Cristo? Se for assim, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores. As únicas pessoas que Ele sempre rejeitou foram os que queriam justificar a si mesmos, os religiosos “justos”. Será que nossa compreensão das suas palavras é correta, simplesmente porque não está de acordo com a sua vida? Pessoas divorciadas são gente! Por séculos, elas têm sido excluídas da comunhão e do serviço, da alegria e da igualdade, e até da salvação; pessoas pelas quais Cristo morreu.
Seja o divórcio pecado ou não, essa exclusão com certeza o é!
O Senhor nos deu a sua graça para sermos canais da graça de Cristo Jesus para os divorciados."
Já imagino o que você deve estar pensando: "Essa menina não bate bem da cabeça! Falar sobre sexo oral, colocar Deus no meio da história e ainda divulgar no facebook e twitter?" Bem, pensando desta forma realmente parece loucura, mas é uma loucura necessária. Aposto que o meu gráfico de estatísticas do blog vai lá no alto hoje, rs. Milhares de casais sofrem e não conseguem ter uma vida sexual plena porque têm dúvidas. Dúvida do que é certo e errado, dúvida do que Deus pensa a respeito do assunto e dúvida se realmente isso é tão importante para o homem.
Bom, como sempre, vou trazer respostas baseadas na minha fé. Sou cristã e tenho a Bíblia como meu grande manual de instruções. Muitos questionam se o que foi escrito na Bíblia é realmente verdade. Será que durante as traduções e cópias dos originais algumas coisas não se perderam ou foram alteradas? Sei lá! Pra falar a verdade, não tô nem aí pra isso. Pra mim, tudo se resume ao amor. Se pratico o amor (em toda e qualquer circunstância) estou cumprindo a Lei e agradando a Deus (Rm 13:9 e 10). Se o que a Bíblia me ensina tem a ver como o amor, acredito, coloco em prática e ponto final! Se você resolver estudá-la, vai logo perceber que o foco é sempre o amor. Não é à toa que quando foi questionado sobre o que devemos fazer para herdar a vida eterna, Jesus respondeu: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e Ame o seu próximo como a si mesmo... Faça isso e viverá!" Lucas 10
Pois bem, generalizando, falar em sexo oral é tabu dentro das igrejas. E não só dentro das igrejas, mas nos círculos de amizade e no meio familiar. Mas o grande problema é que prega-se muito sobre amor, paz, viver em comunhão, dar o dízimo, etc e etc e esquecemos que a grande maioria destas pessoas fazem sexo. Tudo isso que acabei de citar é importante também, mas se o sexo não está bom, o relacionamento conjugal também não está, e se o relacionamento conjugal não está, como viver bem nas outras áreas da vida? É complicado!
Vejam o desabafo de uma esposa: "Não gosto de sexo oral e meu marido sabe disso, mas faço porque ele quer. Parece que ele não se satisfaz só com o sexo comum. Mas quando há sexo oral nas nossas relações, ele nem mesmo sabe em que "estágio" eu estou, apenas se importa com o próprio prazer. Ele diz que isso o faz sentir amado, e que se não tiver sexo oral é tentado a cair na pornografia. Mas não é ele quem deveria resistir à tentação? Se ele cede e compra uma revista pornográfica, por que a culpa é minha? Por que sexo oral é errado? É por causa do egoísmo? Como o princípio bíblico de que nosso corpo não nos pertence, e sim ao nosso cônjuge, se aplica neste caso?" Milhões de mulheres são assombradas diariamente com o fantasma desta dúvida. E por conta disso, muitas negam-se inclusive a fazer sexo. Já escrevi um post com o título Sexo é pecado? Se você tem alguma dúvida, recomendo que leia, porque hoje vou me restringir ao tema do sexo oral. A Bíblia em momento algum faz menção dele. Apenas o livro de Cantares nos dá uma visão de Deus sobre o amor sexual. Já no Novo Testamento, temos algumas pistas. O livro de Hebreus diz no versículo 13.4: "O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.
Podemos entender então que um leito conjugal impuro, é aquele que permite o adultério e a imoralidade sexual. Bem, e o que vem a ser imoralidade sexual? As formas erradas de se praticar o sexo. Entre elas: fornicação (sexo fora do casamento), prostituição, adultério, incesto (sexo entre parentes muito próximos), pornografia, bestialismo (sexo com animais), pedofilia, swing, homossexualismo, entre outros. Paulo fala lá em 1 Cor 7: "...mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido. O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido."
Este texto nos dá a entender que se casarmos, estaremos evitando a imoralidade sexual. Ou seja, o que for feito entre marido e mulher, não deve ser considerado imoralidade sexual, a não ser que seja feito sem amor, sem se preocupar com o outro. Quando aquela esposa desabafa dizendo que seu marido nem mesmo sabia em que estágio ela estava, quis dizer que durante a relação sexual houve egoísmo, ou seja, a necessidade de se satisfazer sem se preocupar com o outro. E não tem como atingir intimidade sexual desta maneira. O sexo não foi feito para nos satisfazermos, mas sim para satisfazermos o outro. Quando conseguimos entender desta maneira, tudo fica mais simples.
Então chegamos a seguinte conclusão: Se o seu marido te obriga a fazer o sexo oral, não existe amor, então está errado. Agora, se você sabe que para ele é prazeroso e faz para agradá-lo, sem culpa nenhuma, não há problema. Mas pode surgir a dúvida quanto ao seguinte versículo: "A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. Digo isso como concessão, e não como mandamento." 1 Cor 7:4-6
Novamente voltamos a questão do amor. Lembram que eu acabei de dizer que o sexo não foi feito para nos satisfazermos, mas sim para satisfazer o outro? Pronto, é exatamente isto que o texto está nos ensinando. Se eu amo o meu marido, não vou privá-lo da relação sexual e se eu sei que certos tipos de coisas dão prazer a ele, vou fazer porque meu maior desejo é satisfazê-lo! E se o marido pensa desta forma também, imagine que sexo maravilhoso terão?
Agora, sobre a questão de maridos que apelam para pornografia com a desculpa de que suas esposas restringem a relação sexual, quero dizer que os dois tem culpa no cartório! Esposa, quando você deixa de fazer sexo com seu esposo, não está amando-o. E se fornece à ele apenas o papai e mamãe, debaixo das cobertas e com a luz apagada, está empurrando-o para a imoralidade! Marido, se você deseja coisas novas na relação sexual, por que ao invés de correr atrás de outras mulheres ou da pornografia, não tem uma conversa franca com a sua esposa? Não seria maravilhoso poder realizar os seus desejos sexuais com a mulher que você ama? Esposa, não seria maravilhoso ver que seu marido se sente tão realizado com a relação sexual entre vocês que não sente mais o desejo de procurar outras mulheres, nem em pensamento?
Se sexo é amor e foi feito para satisfazer o outro, você tem amado o seu cônjuge como deveria?
*Vale lembrar que o sexo oral não é um carinho restrito apenas ao homem, as mulheres também podem recebê-lo.
A reação que este texto vai causar pode ir de um extremo a outro. Alguns podem me achar careta demais e outros uma "louca desviada". Mas como toda boa verdade, ela precisa ser dita. Então vamos ao que interessa! Na fase da adolescência (e durante uma boa parte da vida), os homens "pegam fogo" quando o assunto é sexo. Não podem ver uma garota bonita que imediatamente pensam em beijá-la, agarrá-la e fazer amor! Isso mesmo mãe, seu filho pré-adolescente deseja fazer sexo! "Oh meu Deus, e agora? O que eu faço? Será que ele precisa de oração e libertação?" Não, não precisa... Pode ficar em paz, isso só mostra que ele é um ser humano normal.
O homem foi criado desta maneira, Deus o fez assim! O corpo de um menino adolescente passa por um turbilhão de hormônios. Por volta dos 11/12 anos, surgem as ejaculações. É absolutamente normal que ele pense e deseje sexo. Não podemos tapar o sol com a peneira e fingir que nada está acontecendo. Se não tocar no assunto ou resolver reprimi-lo, os resultados serão bem desagradáveis, acredite. As meninas também pensam em sexo, só que de uma forma diferente e bem mais "florida". As cenas são mais românticas e vem enfeitadas de palavras encantadoras, cenários, carinhos, beijos e... sexo, claro! Meninas, estou mentindo?
E agora, o que fazer com dois adolescentes e jovens apaixonados que estão pegando fogo? Quanto tempo um casal de namorados aguenta sem sexo? O que Deus pensa a respeito disso? Ele permite que o sexo aconteça antes do casamento? Calma, calma, calma! Antes de responder a todas estas perguntas, precisamos entender algumas coisas, e uma delas é o real significado da palavra "virgindade". Muitas pessoas pensam ou afirmam que casaram virgens, mas estão redondamente enganadas. O que dizer de um casal que fez de tudo, mas não consumou o sexo com a penetração? Claro que não são mais virgens! Seria uma bela hipocrisia dizer o contrário.
Ao invés de falarmos sobre virgindade, precisamos trabalhar na cabeça dos nossos jovens a questão do verdadeiro amor e da pureza diante de Deus. Um coisa é bem diferente da outra. Existem casais que não casaram virgens, mas casaram puros. Quer um exemplo? A Joana Prado (a ex-feiticeira) é um. Quando ela conheceu a Cristo e o recebeu em sua vida, já não era mais virgem, mas optou por consumar o casamento com a relação sexual só depois da cerimônia religiosa. Ela não casou virgem, mas casou pura diante de Deus, pois não mentiu pra ninguém, nem pra ela mesma. É questão de coração e não de corpo, entende? Já aquela pessoa que conseguiu evitar a penetração, mas teve todo o tipo de intimidade e ainda afirmou que casou virgem, estava impura, mentindo pra todos, pra ela mesma e inclusive pra Deus.
Ok, mas porque uma pessoa precisa entrar no casamento pura? Qual a importância disso pra Deus e para nós? Bem, o sexo foi feito para simbolizar a aliança do casamento. O homem e a mulher deixam pai e mãe para se tornar uma só carne, e o sexo é a consumação desta união. Grave esta frase porque ela é importante. O grande problema, é que o ser humano deturpou essa forma linda de expressão de amor, o sexo se tornou banal, usado apenas para satisfação pessoal. Se não está bom com o parceiro "x", simples, é só trocar pelo "y". Não vou nem entrar na questão do sexo sem compromisso, pois já escrevi um texto sobre este assunto. A vida de solteiro está diretamente ligada a vida de casado. Tudo o que fazemos na vida de solteiro, levaremos para a vida de casado, isso é fato! Hoje você faz as suas escolhas, amanhã suas escolhas fazem você. Temos que ter a convicção de que algumas atitudes que tomamos, podem adulterar o plano de Deus para nossa vida! Este texto fala bem sobre isso, vale a pena dar uma olhada.
Pois bem, voltando ao casal pegando fogo, não existe regra que faça este fogo apagar, é algo fisiológico, o ser humano é assim e ponto final! Você pode tentar de tudo, mas se seu filho quiser transar com a namorada e ela também quiser, nada poderá impedi-los (a não ser que tranque cada um no seu quarto até o dia do "casamento"). Por isso digo que o que deve ser trabalhado na cabeça dos jovens não é o que "pode e o que não pode", mas sim o verdadeiro significado do sexo, do casamento, do amor e as consequências de uma decisão impensada, mas para isso, precisa existir amizade, esclarecimento e muito diálogo entre pais e filhos.
A Bíblia em momento algum diz que Deus proíbe o sexo antes da cerimônia religiosa, sabe por quê? Por que ela (a cerimônia religiosa) simplesmente não existia. O casamento era algo simples, familiar, singelo e não vinha cheio de regulamentações além do pacto entre as partes. Adão e Eva não estavam menos casados por não terem tido “testemunhas humanas” para a cerimônia, que naquele caso foi apenas uma bela frase de surpresa: “Uau! Essa Sim!”. Isaque e Rebeca nem esperaram o jantar. Quando Isaque a viu no campo, sendo trazida pelo servo de seu pai, correu ao encontro de ambos, tomou a Rebeca sobre sua montaria e a levou direto para a tenda de sua mãe e a “possuiu”.
Esse casamento que a gente tem hoje, com todos esses ritos e pompas não existia, no máximo acontecia uma festa entre amigos e parentes para comemorar a união do casal. Poucas coisas foram tão manipuladas pela religião quanto o ato do casamento. O que antes era leigo, passou a ser “sacerdotal” e o que antes era coisa de duas pessoas e suas famílias, veio a se tornar algo que só é verdadeiro se um “ministro oficialmente ordenado” realizar a cerimônia dos plebeus desejosos de terem um dia de príncipe e princesa. Nada contra, desde que se assuma que é uma representação apenas, posto que aquele ato só deve acontecer se o amor já tiver unido as partes. Um casal que se ama verdadeiramente e resolve celebrar esta união somente entre os dois, pedindo a bênção de Deus e vivendo de acordo com a vontade Dele, será tão abençoado e feliz como o casal que celebrou o casamento na igreja. Acha que estou falando besteira? O que me diz então dos casais que tiveram a bênção do padre ou do pastor e hoje estão divorciados? Que poder teve esta bênção ou esta cerimônia?
Ou seja, não é a bênção de um pastor ou uma cerimônia religiosa que vai te casar... Quando dois seres humanos livres e sinceros, se amam de verdade, eles já estão casados. Somente o amor casa e somente a falta dele descasa. Desse modo, quando há amor, nunca há sexo antes do casamento. Quando há amor de verdade, o sexo é o casamento! Mas sexo sem amor durante o “casamento” é pecado também, pois é uma afronta a alma, que "faz amor sem amor". Casamento não é algo que acontece de fora para dentro, só acontece de dentro para fora! É como tudo mais que tem valor para Deus: procede do coração! O casamento é como o batismo: um símbolo visível (o sexo), de uma realidade invisível (o amor entre duas pessoas).
Quer dizer então que todos os jovens estão livres para transar se houver amor? Não é isso que esse texto diz! Por favor não me interprete mal! A grande questão é: Como saber se o que estou sentindo pelo meu namorado e noivo é amor de verdade? O amor pode ser facilmente confundido com paixão. Como você pode ter certeza que aquele homem ou aquela mulher é a pessoa com quem passará o resto dos seus dias? Quando estamos apaixonados, costumamos dizer: "Você é a mulher/ homem da minha vida!" ou "Quero viver eternamente ao seu lado!". Mas a paixão, que é tão avassaladora, pode simplesmente acabar de uma hora pra outra. Conheço casais que planejaram se casar, prepararam tudo e acabaram se separando alguns meses antes da data marcada. E agora? Você transou com aquela pessoa, consumou o casamento e tudo acabou... O que fazer?
Certa vez, um pastor muito joia perguntou a um casal de jovens noivos: "Vocês já transaram com outras pessoas?" O noivo respondeu que sim, com quatro pessoas. E a noiva também respondeu que sim, com três pessoas. Então o pastor disse: "Só gostaria que soubessem que este casamento que iremos celebrar agora será o seu quinto casamento (olhando para o noivo) e o seu quarto casamento (olhando para noiva). Ele também perguntou: "E vocês dois já mantiveram relações íntimas?" A resposta foi sim, e o pastor concluiu dizendo: "Então saibam que já estão casados, a cerimônia será apenas uma festa para celebrar uma união que já foi consumada e eu serei apenas mais um convidado dessa festa." Pra mim esse exemplo esclarece tudo!
E aí, o que Deus acha desse casal? Ele vai mesmo abençoar esta união? Respondo com outra pergunta: O que o próprio Jesus fez com a mulher samaritana que já estava no seu sexto casamento? Ou com a mulher adúltera? Ou com a prostituta? Nada, apenas ofereceu a Água Viva! Ele não julgou, não condenou, não atirou pedras... Se você também se encontra nesta situação, se arrependeu sinceramente e deseja uma vida nova, Jesus te fala: "Agora que já sabe da verdade, vá e não peques mais!
Mas qual o problema de transar com várias pessoas se no final Deus vai me perdoar mesmo? Primeiro, ninguém engana a Deus. Ele conhece os corações verdadeiramente arrependidos e sinceros. Segundo, algo muito sério acontece quando duas pessoas se unem sexualmente. Vou explicar com uma ilustração. Cole duas folhas de papel uma na outra. Espere um tempo e tente separá-las. Com certeza não sairão inteiras e nunca mais voltarão a ser como eram antes. É assim que acontece quando fazemos sexo com alguém. Um pedacinho de nós fica com aquela pessoa e um pedacinho dela fica em nós. E cada vez que mudar de parceiro, mais pedaços ficarão grudados em você. Imagina só como vai entrar no seu casamento definitivo! Cheio de fragmentos. Não seria muito melhor se os dois entrassem limpos e puros? Estou falando aqui de alma e espírito.
E mesmo que haja um genuíno arrependimento, de qualquer forma terá que arcar com as consequências. De um jeito ou de outro, estes pedaços irão interferir no seu relacionamento conjugal, emocionalmente e sexualmente falando. Além disso, existem outras consequências, como a gravidez indesejada - filho é sempre uma bênção, mas se não vier na hora certa e sendo fruto de uma união de amor, pode trazer grandes problemas para o casal e para criança. E sem contar a famosa DST (doenças sexualmente transmissíveis). Existem milhares delas, inclusive as incuráveis, que podem prejudicar sua relação sexual no futuro e até a formação dos seus filhos durante a gestação.
Mas colocando o pé no chão, estes motivos nunca foram empecilho para os jovens desejosos de sexo, já estamos cansados de saber. Se hoje eu tiver que dar um conselho pra você que é jovem e está desesperado pra transar com a namorada, leia e releia esse texto, entenda o que é casamento de verdade e tente esperar. Não por medo ou porque a igreja ou seus pais proíbem, mas porque esta é a melhor e mais madura decisão que pode tomar em benefício do seu casamento! Como eu já disse em outros textos, sexo não é sujo, sexo não é pecado e se feito com amor dentro do casamento, nunca é errado. Se você transou com a sua namorada antes de celebrar a cerimônia religiosa, com a consciência limpa e amor verdadeiro, fique em paz. Agora, isso não dá licença para que os que estão namorando comecem a transar, afinal, você nunca terá a absoluta certeza se passará o resto dos seus dias com a pessoa que está namorando atualmente. Por isso repito: Temos que ter a convicção de que algumas atitudes que tomamos podem adulterar o plano de Deus para nós! Acho que é um risco que não vale a pena correr...
Já ouvi algumas vezes a seguinte frase: "Se eu não transar antes de casar, como vou saber se ele(a) é mesmo bom(a) de cama?". Quando um casal se ama de verdade e procura ter intimidade sexual, desejando sempre o bem do outro, o sexo fica cada dia melhor! Pode até começar ruim, mas conversando sobre o que gostam ou não, sugerindo novas posições e carinhos, vão se aperfeiçoando e JUNTOS descobrem qual o sexo melhor pra ELES. Não existe fórmula para um bom sexo, cada casal deve encontrar a sua, e isso é gerado a partir do verdadeiro amor e intimidade!
Concluindo, Deus não proíbe o sexo antes da cerimônia religiosa, isso não existe, pois o sexo é a consumação do casamento, ou seja, ele é o casamento! O que Deus não quer dos seus filhos é a imoralidade sexual, que inclui a troca de parceiros sexuais por motivos banais. Quanto a isso não há dúvidas!
Dani Marques é colaboradora do Genizah
e também escreve no seu blog pessoal: Salve o meu casamento!
Alguns trechos do texto acima são de "Eu escolhi esperar" e "Caiofabio.net"