Destaque

"...Então ela se ajoelhou no chão e fez a oração mais linda e sincera que já ouvi. Sem púlpito, sem escândalo, sem óleo da unção, sem liturgia, sem toga, sem ritual... Uma oração perfeita porque saiu da boca de uma criança. Sem segundas intenções, sem grandes pretensões, sem declarar nada, sem chamar a existência a cura, sem "pisar" no inimigo, sem nenhuma dessas arrogâncias existenciais. Apenas rogando a Deus sabendo que Ele sabe o que faz e dEle vem todas as coisas. Sem exigências, apenas súplica...."
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

PASTOR PULA NO RIO TIETE COM PEDIDOS DE ORAÇÃO #Bizarro

Numa espiritualidade cheia de simbolismos e sincretismos, a macumba, a mandinga, simpatias, atos proféticos, fé na fé,  e uma boa dose de velho testamento são os ingredientes que formam a espiritualidade evangélica doentia da atualidade.

#Bizarro


domingo, 23 de novembro de 2014

A fé neopentecostal



Os “curandeiros” neopentecostais triunfalistas atribuem a fé como o fator determinante para que as bênçãos, curas e milagres aconteçam na vida do crente. Por outro lado, se o crente não conseguiu obter aquilo que foi pedido em oração a Deus ou “profetizado”, o motivo foi que a fé do crente não foi forte o suficiente, a qual o impossibilitou de receber o que já é seu por direito, afirmam os “curandeiros” neopentecostais triunfalistas. Segundo este entendimento, a incredulidade impossibilita a liberação das bênçãos. Embora o pregador neopentecostal receba todos os créditos como o canal de Deus quando as bênçãos, curas e milagres acontecem, todavia, ele não é culpado por sua falha quando um crente não as recebe. Culpar o próprio crente do seu fracasso é a justificativa perfeita para os curandeiros neopentecostais triunfalistas, porém, isso não tem base alguma na Escritura.         

Indubitavelmente, a fé não é o fator determinante para que as bênçãos, curas e milagres aconteçam, e nem a incredulidade é a barreira que os impede de acontecerem. Se nos atentarmos para as Escrituras, iremos perceber que Jesus, em todo o seu ministério, por muitas vezes curou e operou milagres sem exigir fé da pessoa doente ou necessitada de um milagre.                                                             
Em Mateus 13.57-58, é descrito que os familiares, os vizinhos e as pessoas próximas e conhecidas de Jesus se escandalizavam nele. Eles não o reconheciam como o Messias, o Cristo, filho de Deus (Jo 7.5). Por essa razão, ele não fez muitos milagres na sua cidade natal, Nazaré, apenas algumas poucas curas (veja o paralelo dessa passagem em Mc 6.1-6). Contudo, é importante observar que a incredulidade não impediu Jesus de realizar milagres naquela ocasião, mas que pela sua soberania, como Deus que é ele simplesmente não quis realizar os milagres, independente se houve a incredulidade. O propósito maior do ministério de Jesus não consistia na operação de curas e milagres. A ênfase estava no ensino das verdades concernentes a redenção, ao reino de Deus, ao estado do homem caído, entre outros assuntos (veja Mc 6.5; Mt 4.23; 5,6,7; 9.35; Mc 2.13; 9.31; 10.1; Lc 4.15; 5.15; 6.6; 13.22; 20.21; 24.27; Jo 5.38,46-47; 6.44; 7.14,19,28; 8.20,28-45,51-59; 13.34-25, etc...). O propósito das curas e dos milagres era a confirmação da mensagem de Jesus, que ele era o enviado de Deus Pai e o Messias que haveria de vir resgatar o seu povo da escravidão do pecado e da morte eterna (At 2.22).       

Podemos ver alguns outros exemplos de curas operadas por Jesus onde ele não exigiu a fé das pessoas doentes, como em Mateus 19.1-2; 21.14. Temos o evento do homem da mão ressequida relatado também em Mateus 12.9-15. A restituição da orelha do servo do sumo sacerdote que foi cortada por Pedro com uma espada (Lc 22.51). A cura de um homem paralítico (Jo 5.1-3,5-9). Um cego que não sabia quem era Jesus e nem pediu para ser curado (Jo 9.1-12,35-35-38). Em outras ocasiões, Jesus também ressuscitou pessoas mortas, como a filha de Jairo e Lázaro (Mc 5.21-24,35-43; Jo 11.1-46). Sendo assim, eu pegunto: Morto tem fé para ser curado? Acredito que não! E, finalmente, outros eventos de curas realizados por Jesus, registrados em Lucas 7.21; Mateus 14.14; 15.29-31 e Marcus 1.34. 

Em contrapartida, vemos casos em que Jesus exigiu a fé das pessoas doentes para serem curadas. Podemos observar o registro da mulher que sofria há doze anos com uma hemorragia (Lc 8.43-48); o cego de Jericó, que também pode ter sido convertido (Mc 10.46-52); os dez leprosos curados, onde somente um voltou para glorificar a Deus (Lc 17.11-19); e a mulher siro fenícia (Mt 15.21-28).
  
Da modo semelhante, o mesmo ocorreu no ministério dos apóstolos: muitas pessoas doentes foram curadas sem que fosse exigida a fé delas. Em Atos 3.1-8, vemos relatado que Pedro curou um homem coxo que ficava mendigando na porta do templo sem exigir a fé dele. Mais tarde, ele ressuscitou uma mulher morta chamada Tabita (At 9.36-43). Paulo também ressuscitou um jovem chamado Êutico (At 20.7-12). 

Dessarte, então não é necessário ter fé para receber as bênçãos? Não é necessário termos fé que ele existe é que é abençoador daqueles que o buscam (Hb 11.6)? Não obstante, precisamos entender que, primariamente, Deus é soberano. Ele decide, pela sua livre vontade, fazer o que quiser (Sl 115.3). Partindo deste pressuposto, entendemos que Deus é quem decide se vai ou não abençoar, curar ou realizar algum milagre. O agir de Deus não depende da fé do crente para acontecer, mas exclusivamente da sua vontade soberana. Não somos abençoados pelas nossas "boas obras" diante de Deus em primeiro lugar. Existem crentes neopentecostais que, por ignorância, pensam que se fizerem jejuns específicos por uma benção, se fizerem um propósito de oração no monte, na madrugada, ou alguma campanha na “igreja”, receberão a benção que tanto almejam. Nada disso! Somos abençoados pela graça de Deus, a qual exclui os nossos méritos pessoais.

Contudo, é bem verdade que Deus utiliza o “meio de graça denominado oração” para nos abençoar, se assim for da sua vontade, é claro (veja Tg 4.13-15). Deus abençoa operando curando, realizando milagres e provendo em nossa vida pela nossa fé e também independente dela. Deus não está limitado pela fé ou pela incredulidade das pessoas para cumprir os seus propósitos soberanos na terra. Ele é soberano e tem todo o poder. Deus não depende do homem para nada! Se Deus não quiser abençoar um crente, ele não vai abençoar, mesmo se o tal for piedoso e orar por muitas vezes e até por anos! Todavia, é importante elencar que Deus determinou que a fé fosse o meio que ele utilizaria para se agradar em manifestar o seu poder abençoando, curando e realizando milagres na vida dos seus filhos, mas não que ele dependa da fé ou da incredulidade para agir no mundo e na vida das pessoas em geral, quer sejam elas crentes ou não crentes. Até o não crente é abençoado por Deus através da sua providência geral ou graça comum, que é uma manifestação da sua misericórdia e bondade para com todos (Mt 5.45; 6.26; Sl 36.6c; 145.15-17). Deus é soberano e abençoa quem quer, como quer e quando quiser! Portanto, a fé que o neopentecostalismo triunfalista ensina é peremptoriamente equivocada, visto que não é ratificada pelas Escrituras!  


fonte: http://bereianos.blogspot.com.br/2014/11/a-fe-neopentecostal.html

sábado, 20 de setembro de 2014

Marina Silva pregando em uma igreja


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nem tudo são flores no movimento evangélico

Ricardo Gondim
Entrei em um salão de snooker sentindo náuseas. Uma vertigem diferente invadiu meu corpo. As mesas verdes espalhadas pelo largo espaço me lembravam um necrotério. Eu estava na Inglaterra.
Por que um necrotério? Eu explico. Aquele salão havia sido a nave de uma igreja. Porém, a congregação definhou através dos anos e o prédio precisou ser vendido. O pastor que me levou na insólita visita relatou que na Inglaterra um grande número de igrejas, iguais aquela, minguaram. Devido aos altos custos de manutenção, só restou ao remanescente negociá-las. Os maiores compradores, segundo ele, são muçulmanos, donos de lojas de antiguidades e bares e boates. Duro para um pastor ver um púlpito transformado em bar. Triste ler, entre bêbados, inscrições de textos bíblicos talhados em pedra - Pregamos a Cristo crucificado – O sangue Cristo nos purifica de todo pecado.
Procurei voltar no tempo. Lembrei: aquela igreja, fundada durante o avivamento wesleyano, já tinha experimentado vitalidade espiritual. As placas de granito e mármore, ainda fixadas nas paredes, ostentavam o nome de pastores ilustres que pregaram no altar – agora, balcão de servir whisky. Eu estava ali, em um sábado, e o espaço estava cheio de homens vazios. Perguntei a mim mesmo: o que matou essa congregação? Em meu solilóquio, pensei no Brasil.
Semelhante ao avivamento wesleyano, o movimento evangélico cresce com taxas surpreendentes. Não há como negar a efervescência religiosa que toma o país. As periferias das grandes cidades estão apinhadas de templos evangélicos, todos repletos. Grandes denominações compram estações de rádio e televisão. Cantores evangélicos gravam e vendem mais que cantores seculares. Publicam-se centenas de revistas e incontáveis títulos de livros. Livrarias comercializam bugigangas religiosas. Por outro lado, talvez bem diferente do que aconteceu na Inglaterra, o desgaste do movimento é assombroso. Entre os formadores de opinião – jornalistas, blogueiros, acadêmicos – a credibilidade ética fica na redondeza do zero.
Essa realidade produz desdobramentos preocupantes. Se, com toda a rigidez doutrinária do protestantismo inglês, ética do metodismo e a própria disciplina anglo-saxônica aquelas igrejas morreram, o mesmo não pode acontecer no Brasil? Infelizmente, sim. Insisto: as razões que implodiram inúmeras congregações européias são diferentes, óbvio. Lá, a reação anti-clerical alicerçada na filosofia naturalista apressou os processos de secularização. Universidades fomentaram enorme antipatia a tudo o que não cabia no esquema lógico e racional. Sem penetração popular, o liberalismo teológico ainda procurou avenidas de diálogo, mas não foi muito longe. No Brasil, o que ameaça o movimento evangélico? A própria estrutura teológica e institucional que o sustenta e expande.
Quem visita uma evangélica no Brasil tem a oportunidade de perceber o culto a uma divindade bem tribal. O Deus paroquial cultuado na maioria das igrejas se molda aos contornos teológicos da comunidade. A divindade ajuda a ascender com upgrade financeiro, com cura e com solução imediata de problemas. Deus não passa de um ajudador celestial, que se acessa e que se conquista, cumprindo obrigações. Devidamente adulado, ele resolve tudo. O divino selvagem fica tão domesticado que o pastor parece ser o único a ter medo: talvez a oferta não cubra as despesas da igreja e os planos de expandir a obra de Deus fiquem comprometidos. Essa habilidade de manejar o divino fomenta uma atitude displicente e descomprometida quanto ao sagrado. O Deus a serviço do povo para lhes cumprir desejos se distancia tanto da tradição judaica, que identificava Javé como fogo consumidor, como da tradição cristã – católica e protestante -, que sempre cantou oAleluia de Hendel em pé.
O tom de voz exigente e determinante dos neo-apóstolos deixa uma dúvida: quem é o senhor de quem? O culto no movimento evangélico é antropocêntrico. Enquanto prevalecem as catarses coletivas com testemunhos mirabolantes de milagre, fica uma pergunta: Deus é mais um estimulante químico? Pastores não se incomodam de transgredir o mandamento de tomar o nome de Deus. Juram falar em seu nome — só para serem contraditos por suas próprias profecias. Os milagres, inflados pela manipulação, revelam falta de reverência. Descaso com o sagrado é faca de dois gumes. Se, por um lado, demonstra a familiaridade do sacerdote, por outro, gera complacência entre o povo.
Complacência e enfado são sinônimos. Acostumado com o Mistério Tremendo, o crente trivializa o divino. O espaço religioso se profana e acaba no mesmo patamar dos encontros corriqueiros, aqueles que podem ser adiados ou não, dependendo das conveniências.
O movimento evangélico mostra pouco cuidado com jargões e clichês. Frases de efeito são copiadas e repetidas sem muita preocupação com seus conteúdos. Algumas, vazias, servem apenas para criar o frenesi ou para demonstrar as certezas do líder. Em alguns redutos, vinhetas repetidas ad nauseum escondem despreparo teológico. Nada como uma frase pronta para legitimar a preguiça. Existe um interesse claro de elevar a temperatura emotiva do culto, mas não de desenvolver senso crítico. Gera-se triunfalismo, mas não se fornecem ferramentas para transformar realidade social. Hannah Arendet, filósofa do século XX, comentou sobre o fato de Eichmann, nazista e braço direito de Hitler, responder com evasivas às interrogações do tribunal de guerra: Clichês, frases feitas, adesões a condutas e códigos de expressão convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os fatos e acontecimentos.
As afirmações tempestivas que infestam o movimento evangélico agem como uma droga pesada. Além de alienar, em cada picada ou cheirada, o narcótico cria mais dependência por dar a sensação de que o próximo efeito será maior do que o anterior.
Quais perspectivas teológicas se desenham no futuro do movimento evangélico? A mistura de meios e fins deve agudizar-se. A ideia de que os fins justificavam os meios já foi devidamente desmerecida – a premissa justifica qualquer comportamento anti-ético. Tomado por um pragmatismo exacerbado, o movimento evangélico tende a confundir o que é meio e o que é  fim.
Grave, não saber se a igreja existe para levantar dinheiro ou se o dinheiro é mero instrumento de continuar com a igreja. A música cultua ou diverte? Publicam-se livros como negócio ou para divulgar ideias? Os programas de televisão visam popularizar determinado ministério ou proclamar uma mensagem? A resposta deixou de ser fácil. Jesus não virou a mesa dos cambistas por discordar do serviço que eles prestavam aos peregrinos que adoravam no templo. Jesus detectou que ali, meios e os fins se tornaram confusos. Já não se discernia com clareza se o templo existia para mercadejar ou se o negócio ajudava o culto. A obsessão por dinheiro, a corrida desenfreada por fama e a paixão por títulos escancaram realidades complicas: muitas igrejas já não sabem se existem para faturar ou se faturam para existir; não gastam energia em busca de um auditório que os ouça; agora, procuram uma mensagem que segure o auditório. A confusão de meios e fins já começou e o processo de implosão do movimento fica próximo. Vale tudo para manter o show da fé.
A fato de crescer, numericamente, não imuniza o movimento evangélico dos perigos que o rondam. O contrário é mais temerário. Quanto mais um movimento cresce, mais vulnerável à cultura que o rodeia; e quanto mais parecido com cultura, menos ousado em tentar transformá-la. Esses pequenos desvios podem se tornar abismos amanhã. Imaginar que um imenso templo pode virar um bar de snooker pode parecer exagero. Todavia, eu testemunhei na Inglaterra: pesadelos acontecem.
Soli Deo Gloria

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Caio Fábio entrevista Marina Silva

Entrevista realizada na casa do Caio em 2010

 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Trollando a igreja universal

O cara entra na igreja se finge de endemoninhado e engana o pastor e o público.
Prova que essas "possessões" saem mais facilmente com uns tapas do que com oração e gritaria.


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