Destaque

"...Então ela se ajoelhou no chão e fez a oração mais linda e sincera que já ouvi. Sem púlpito, sem escândalo, sem óleo da unção, sem liturgia, sem toga, sem ritual... Uma oração perfeita porque saiu da boca de uma criança. Sem segundas intenções, sem grandes pretensões, sem declarar nada, sem chamar a existência a cura, sem "pisar" no inimigo, sem nenhuma dessas arrogâncias existenciais. Apenas rogando a Deus sabendo que Ele sabe o que faz e dEle vem todas as coisas. Sem exigências, apenas súplica...."
[Continue lendo aqui...]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ateus e Religiosos

Isso que é o evangelho que não se propõe a ser nenhuma religião e nem combate nenhuma delas, mas, assim como os ateus do vídeos, entenderam que só se pode ser de Deus se se for da humanidade, só se serve a Deus servindo ao próximo. Mas enquanto isso as religiões de digladiam em nome de um Deus que mais parece um diabo.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Querida Igreja, Saiba Por Que Realmente Estamos Te Deixando…

Desabafo de um jovem que saiu da igreja.

Estar do outro lado do Êxodo é horrível, não é? Eu vejo pânico em seu rosto, igreja.
Eu sei do terror interno que cresce em você à medida em que vê as estatísticas, ouve as histórias e examina as pesquisas de saída.
Eu te vejo desesperadamente se atrapalhando para fazer o controle de danos com os que ficaram, e tentando fabricar paixão com uma fé que só encolhe, e eu quero te ajudar.
Você pode achar que sabe a razão de as pessoas estarem te deixando, mas eu não acho que você saiba.
Você acha que é porque a “cultura” está tão perdida, tão perversa, tão além do limite que está fazendo todos irem embora.
Você acredita que a razão principal dessa evasão é que eles fecharam seus ouvidos para a voz de Deus; buscando dinheiro, sexo e coisas materiais.
Talvez você até ache que os gays, os Muçulmanos, os Ateístas e as estrelas pops esculhambaram tanto a moralidade do mundo que as pessoas estão abandonando a fé aos montes.
Mas estas não são as razões pelas quais as pessoas estão te deixando.
Elas não são o problema, Igreja.
Você é o problema.
Deixe-me elaborar em cinco questões…
1 – Seus cultos se tornaram ralos.
O púlpito ornamentado, as luzes, a equipe de louvor, o novo projetor de vídeo, tudo isso se tornou um ruído para aqueles que realmente estão tentando encontrar Deus. Eles até agradam e distraem por uma hora, mas possuem tão pouca relevância na vida diária das pessoas que elas estão zarpando.
Claro, as músicas são lindas e o programa é ótimo, mas ultimamente o Sábado/Domingo de manhã não está fazendo muita diferença na Terça a tarde ou na quinta a noite, quando as pessoas estão lutando com o desastre, com a bagunça e com as dores adquiridas nas trincheiras da vida; nos lugares onde uma bela doxologia não ajuda.
Nós podemos ser entretidos em qualquer outro lugar, inclusive com mais qualidade. Até que você nos dê algo mais do que uma peça teatral de temática cristã, algo que nos proporcione espaço e fôlego e relacionamentos e diálogos, muitos de nós iremos permanecer aqui fora.
2 – Você está usando uma língua estrangeira.
Igreja, você fala e fala e fala, mas está usando uma língua morta. Você se apega a palavras empoeiradas que não possuem ressonância nos ouvidos das pessoas, sem perceber que apenas falar essas palavras mais alto não é a resposta. Todas as expressões e palavras-chave que funcionavam 20 anos atrás não funcionam mais.
Essa linguagem interna espiritualizada pode te dar certo conforto em um mundo que está mudando, mas este é um pensamento egoísta e apenas mantém as pessoas a uma certa distância. Elas precisam te ouvir em uma linguagem que possam entender. Existe uma mensagem que vale a pena ser compartilhada, mas é difícil ouvir no meio te tanta pirotecnia verbal.
As pessoas não precisam ser deslumbradas com algo grande, palavras igrejeiras, painéis escatológicos e sistemas teológicos complicados. Fale com elas de forma clara e abundante sobre amor, alegria, perdão, morte, paz, Deus, e elas ouvirão. Mantenha o discurso interno e em breve as palavras ecoaram em um prédio vazio.
3 – Sua visão não vai além das paredes.
Os bancos confortáveis, o equipamento de última geração, o novo sistema de ventilação e a ala infantil são top de linha… e caros. Na verdade, a maior parte do seu tempo, dinheiro e energia parece ser atrair as pessoas para onde você está ao invés de alcançá-las onde elas já estão.
Ao invés de simplesmente caminhar na vizinhança ao seu redor e se associar às coisas maravilhosas que já estão acontecendo, e as coisas belas que Deus já está fazendo, você parece satisfeita em anunciar a franquia da sua marca particular de Jesus, e esperar que o mundo pecador bata em sua porta.
Você quer alcançar as pessoas que estão perdidas? Saia do prédio.
4 – Você escolhe batalhas pobres.
Nós sabemos que você gosta de lutar, Igreja. Isso é óbvio.
Quando você quer, você vai pra guerra com artilharia pesada. O problema é que suas batalhas são mal direcionadas. Protesto contra fast-food, reality-show, piada ruim sobre o cristianismo na tv. Tudo isso pode gerar um alvoroço no Facebook e no Twitter do lado de dentro, para os já convencidos, mas são apenas fogo de palha para os que estão aqui fora com sangue nas botas.
Todos os dias vemos um mundo sufocado pela pobreza, racismo, violência, intolerância e ódio; e em face dessas questões, você fica estranhamente, assustadoramente calada. Nós gostaríamos que você fosse mais corajosa nessas batalhas, pois assim, teríamos prazer em ir à guerra com você.
Igreja, nós precisamos que você pare de ser guerrilheira contra o trivial e indiferente quanto ao terrível.
5 – Seu amor não parece amor.
Amor parece ser uma grande questão para você, Igreja, mas não sabemos onde ele vai parar quando a coisa fica mais séria. Na verdade, mais e mais, esse slogan de amor parece incrivelmente seletivo e definitivamente estreito; filtrando toda a gentalha cristã, que infelizmente parece incluir demasiados de nós.
Sinceramente? Parece uma dessas propagandas enganosas com letrinha miúdas no canto baixo da TV. Anunciam uma festa do tipo “Venha como estás”, mas fazem questão de deixar claro que uma vez que tenhamos chegado à porta, não podemos realmente entrar como estamos. Nós vemos um Jesus na Bíblia que andava com a gentalha da sociedade, prostitutas e trapaceiros, e os amava ali mesmo, mas essa não parece ser a sua concepção de amor, não é?
Igreja, você consegue nos amar se não preenchermos todos os requisitos doutrinários e não tivermos nossa teologia toda desvendada ainda?
Você consegue nos amar se xingarmos, bebermos, fazermos tatuagens, ou Deus nos livre, ouvirmos rock? Não acho que consigam.
Você consegue nos amar mesmo que não saibamos ao certo como definir amor, casamento, céu, inferno? Não parece.
Do que sabemos sobre Jesus, acreditamos que ele se pareça com o amor. O grande infortúnio, é que você não se parece muito com Ele.
Essa é uma parte da razão pela qual as pessoas estão te deixando, Igreja.
Estas palavras podem te deixar muito, mas muito zangada, e talvez você revide dando um contragolpe na jugular para se defender, ou talvez ataque estas declarações linha por linha, mas nós gostaríamos muito que você não fizesse isso.
Nós gostaríamos que você se sentasse em silêncio com essas palavras por um tempo, porque quer você acredite que elas estão certas ou erradas, é isso que estamos sentindo, e essa é toda a questão.
Nós somos os que estamos saindo.
Queremos importar para você.
Queremos que você nos ouça antes de debater conosco.
Nos mostre que seu amor e seu Deus são reais.
Igreja, nos dê uma razão pra ficar.
“Não sou eu, é você.” Parece que é isso que você está dizendo, Igreja.
Estou tentando abrir meu coração com você. O meu e o de milhares e milhares de pessoas iguais a mim que estão indo embora. Tudo isso para você saber do dano que você está nos causando e do doloroso legado que está deixando, e aparentemente, o problema não é você.
O que na verdade não deixa de ser um problema.
Eu prostrei minhas frustrações em seu interior, em sua retórica religiosa, e você me respondeu com um corta e cola de passagens aleatórias das Escrituras, insistindo que o problema real é apenas ignorância bíblica, sugerindo que eu só preciso me arrepender e comprar uma Concordância, seja lá o que for isso.
Eu te deixei saber o quão julgado e ridicularizado eu me sinto quando estou com você, o quão desesperado e caído eu me sinto no interior de sua comunidade, e você prossegue me dizendo o quão perdido eu estou, o quão perdidamente apaixonado pelo meu pecado eu devo estar para te deixar, me lembrando, na saída, que eu nunca pertenci a você de qualquer forma.
Em face de qualquer reclamação e mágoa, você deixou claro que o real motivo é que eu sou pecador, imoral, herético, tolo, das trevas, egoísta, consumista ou simplesmente ignorante.
E para falar a verdade, na maioria dos dias eu nem discordo de você nesse aspecto.
Talvez você esteja certa, Igreja.
Talvez eu seja o problema.
Talvez seja eu, mas eu é tudo o que sou capaz de ser neste momento, e é aqui que eu tinha esperanças que você pudesse me encontrar.
É aqui, em meu falho, bagunçado, ferido, chocado, duvidoso, desiludido e ameaçador mundo que eu esperava que você pudesse me encontrar com esse suposto e audacioso amor de Jesus que eu tanto ouvi falar.
Igreja, eu sei o quanto você despreza a palavra Tolerância, mas neste momento, eu realmente preciso que você me tolere, que você tolere aqueles de nós que, por qualquer que seja a razão e que você ache injustificável, estão lutando para ficar.
Estamos tão cansados de nos sentirmos como se fossemos apenas uma agenda religiosa; um argumento a ser ganho; um ponto a deixar claro; uma causa a defender; uma alma pra conquistar.
Nós queremos ser mais do que uma estrela na sua coroa; um número no seu relatório de batismos.
Nós precisamos ser mais do que respostas a apelos, que são aplaudidos no altar, e então esquecidos quando a música acaba.
Estamos orando para que você pare de nos doutrinar, de nos julgar, de nos condenar, de diagnosticar nossos pecados, apenas tempo suficiente para nos ouvir…
… mesmo que nós sejamos o problema.
Mesmo se formos a mulher em adultério, ou o seguidor em dúvida, ou o pródigo rebelde, ou o jovem endemoninhado, pois não conseguimos ser outra coisa neste momento. E é neste momento que precisamos de uma igreja que seja grande o suficiente, firme o suficiente, amorosa o suficiente, não apenas para nós como poderemos vir a ser um dia, mas para nós como somos, agora.
Ainda acreditamos que Deus é grande o suficiente, firme o suficiente, amoroso o suficiente, mesmo que você não seja, e é por isso que mesmo que estejamos te deixando, não significa que estamos abandonando nossa fé; é só que nesse momento, a fé parece mais alcançável em outro lugar.
Eu sei que você vai argumentar que está fazendo todas essas coisas e dizendo todas essas coisas porque você nos ama e se importa conosco, mas do lado de cá, você precisa saber que se parece menos com amor e preocupação e mais com distância e silêncio.
Se alguém está frustrado, dizer a ele que é errado estar frustrado é, bem, muito frustrante.
Apenas gera distância.
Se alguém compartilha que seu coração está ferido, ele não quer ouvir que não tem o direito de estar ferido.
É uma quebra no diálogo.
Se alguém te diz que está faminto por compaixão, relacionamento e autenticidade, a última coisa que ele precisa é ser censurado por estar com fome.
É um chute no traseiro enquanto sai pela porta.
Portanto sim, Igreja, mesmo que você esteja certa, mesmo que estejamos totalmente errados, mesmo que sejamos todos mesquinhos, auto-centrados, hipócritas, críticos, e devo dizer pecadores, nós ainda somos aqueles que estão procurando por um lugar onde possamos pertencer e sermos conhecidos; um lugar onde Deus habite, e só você pode nos mostrar isso.
Mesmo que o problema seja eu, sou eu quem você precisa alcançar, Igreja.
Então, pelo amor de Deus, me alcance!
John Pavlovitz
johnpavlovitz.com
tradução livre: Cristãos Cansado
Postagem Original: http://cristaoscansados.net/querida-igreja/

sábado, 10 de janeiro de 2015

TAMBÉM SOU ATEU



Também sou Ateu

Por Ed Rene Kivitz
Ateu dos deuses que mandam matar. 
Ateu dos deuses que se impõem pela força. 
Ateu dos deuses que não estão abertos ao diálogo, que não conseguem conviver com o diverso, de tão melindrosos não aceitam o contraditório. 
Ateu dos deuses que promovem os intolerância e abençoam os intolerantes. 
Ateu dos deuses que sustentam regimes de segregação. 
Ateu dos deuses que convocam militantes, esses insuportáveis fanáticos patrocinados por divindades que, porque não se sustentam por si, arregimentam soldadinhos sem crítica e auto-crítica. 
Ateu dos deuses senhores da razão, mas sem coração. 
Ateu dos deuses que exigem decapitações. 
Ateus dos deuses cujo maior argumento está na ponta da baioneta, do cano quente da metralhadora, nos pregos retorcidos das bombas caseiras. 
Ateu dos deuses que compram e vendem corpos, almas e consciências humanas.
Ateu dos deuses que se promovem pelo artificio da lavagem cerebral, o controle da informação, a distorção dos fatos, da propaganda enganosa e subliminar, e do patrulhamento truculento. 
Ateu dos deuses que se escondem por trás das disputas geopolíticas, se digladiam pelo petróleo, se vinculam às demandas étnicas, e são sustentados por impérios econômicos. 
Ateu dos deuses que cabem em cartilhas e códigos dogmáticos. 
Ateu dos deuses que se satisfazem com rituais macabros, se embebedam no sangue dos sacrificados, e se alimentam de manjares podres. 
Ateu dos deuses que cobram moedas pelo perdão, penitências pela misericórdia, e flagelos pela graça. 
Ateu dos deuses que sentem prazer no assassinato de inocentes, e se alegram com o suplício dos pobres. 
Ateu dos deuses cujos representantes vivem encastelados e são venerados como semi-deuses. 
Ateu dos deuses que habitam mesquitas, sinagogas e templos. 
Ateu dos deuses que não têm senso de humor, não conseguem rir com os críticos geniais que fazem teologia desenhando cartoons. 
Ateu dos deuses que não se encaixam em realidades como amor, compaixão, solidariedade, generosidade, perdão, justiça e paz. Esses deuses, não creio que existam além da imaginação doentia de gente que precisa de Deus.
© 2015 Ed René Kivitz

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

E se desse a louca na igreja e ela quisesse ser IGREJA?




E SE DESSE A LOUCA NA “igreja” E ELA...

...quisesse ser IGREJA?

O que ela deveria fazer?

1. Crer que o Evangelho não está em disputa com as Religiões do mundo, e nem tampouco pretende ser uma delas.

2. Crer que a obra de evangelização nada é além do viver em fé a revelação do amor e da Graça de Deus em Cristo Jesus, sem nenhuma questão.


3. Crer que toda “missão” com o tempo estraga a Missão Original, pois esta só permanece pura enquanto é fruto do amor que faz sem perceber e sem contar...

4. Crer que ela não é a Juíza do Homens, nem a mantenedora dos bons costumes, mas a propagadora da Palavra que a atingiu como Boa Nova, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões.


5. Crer que o Espírito Santo é Vivo, Livre e Soberano, e que a Palavra é Viva e Eficaz, sendo, portanto, trabalho do Espírito e da Palavra, convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo—não sendo esta, portanto, a tarefa da Igreja.

6. Crer que ela é a comunidade dos que foram chamados nos becos, vielas e antros da Terra—conforme a parábola de Jesus; e isso porque os filhos de Abraão segundo a carne não se acharam dignificados pelo convite—; e, portanto, dela se espera que aceite o convite, que vista-se com as vestes da justiça da fé, e que não questione a presença de ninguém nas Bodas do Cordeiro.


7. Crer que por uma questão de ordem histórica e funcional, a Igreja se mostra como “igreja”, e que é parte do movimento de cura “desta” o buscar ser sempre Aquela.

8. Crer que a única leitura bíblica que não perverte a consciência no caminho da lei, da moral e da religião, é aquela que tem em Jesus a sua Chave Hermenêutica; sendo que depois dessa compreensão em fé há uma única questão a ser levantada pelo povo de Deus ante leitura da Palavra: Como Jesus interpretou essa questão com as ações de Sua própria existência humana? É no espírito dos gestos de Jesus que a Palavra Encarnada se explica e se mostra aos nossos olhos. Ele a interpretou para nós.


9. Crer realmente que o fim da Lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê. Portanto, em Jesus encerrava-se uma Era e iniciava-se o que É. Tudo o que veio antes era sombra. Nele, em Cristo, estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Nele está todo o saber para a vida.

10. Crer que é impossível renovar para arrependimento quem um dia disse que cria que em Jesus toda a Lei se cumprira; que toda justiça se fez em favor dos homens; que tudo o que houvera antes teve em Cristo seu cumprimento e totalização; mas, mesmo assim, insiste em pregar ao povo um caminho quase-de-Cristo. Sim, a esses que já foram iluminados pela consciência da Graça de Deus em Cristo, e dela caíram, rendendo-se aos legalismos e às doutrinas de homens—é impossível renovar para arrependimento, visto que depois de terem crido que em Jesus Tudo Está Consumado, voltaram atrás, e puseram pesados e falsos jugos de opressão sobre os filhos dos homens. Esses não sabem mais o que é arrependimento e gratidão—esqueceram de quem são!—, visto que trataram a Cruz como quem pisa nela, e a despreza como o Feito Que Fez.


11. Crer que os dons de Deus concedidos aos homens são para serviço, de tal modo que um apóstolo é servo de todos, pois quanto mais se chega perto do Cabeça, mais a mente deve discernir que a única forma de servir a Cristo é fazendo como Ele: esvaziando-se...e se tornando figura humana...reconhecível em sua humanidade...e jamais usurpando nada da Glória da Graça de Deus.

12. Crer que somente se nos tornarmos gente boa de Deus é que teremos qualquer chance de sermos percebidos genuinamente como povo de Deus na Terra; do contrário, seremos sempre apenas parte da Religião Cristã.


13. Crer que Deus não se contamina com a presença de quem quer que seja, e que a Igreja é como uma porta aberta, não é uma Lavanderia e nem um Tribunal. Portanto, que sejam todos bem-vindos ao ajuntamento do povo de Deus.

14. Crer que Deus não está chamando clones para formar a Igreja, mas indivíduos, completamente únicos e singulares; e que todos terão que fazer seu próprio caminho na Graça de Deus; e, portanto, ninguém tem o poder ou o direito de julgar quem quer que seja por ser diferente.


15. Crer que o único Dogma da Fé é o amor, e que tudo o mais, sem amor, é apenas presunção humana e de nada aproveitará aos olhos de Deus, mesmo que a doutrina esteja certa.

16. Crer que a apostasia da igreja não vem em formas, mas em conteúdos. E a grande apostasia nunca será sobretudo comportamental, mas confessional, pois admite-se que todo homem é pecador e erra—pecar não lhe é algo alienígena—; a Palavra de Deus, porém, é perfeita; por isso, falsificá-la, negando a Graça de Deus realizada e consumada em favor de todos os homens, é desvio da fé, e é a Grande Apostasia.


17. Crer que a língua é o pior veneno do homem, e que é pela língua que a “igreja” mais ofende a Deus e ao próximo—com seus juízos, certezas, arrogâncias e delírios—;sendo, portanto, imprescindível que todo e qualquer progresso espiritual seja medido pelo modo como os homens usam a sua própria língua em relação ao próximo.

18. Crer que se desejarmos ser aproveitados como servos no reino de Deus, temos que nos desconverter de todas as nossas práticas, valores, importâncias e dogmas anteriores—visto que o Espírito não tirará pedaço de pano novo para remendar as vestes velhas. Cada geração tem que ouvir a Palavra com os ouvidos do Dia Chamado Hoje, que é Dia de Salvação.


19. Crer que ter a mente de Cristo não é possuir conhecimento técnico da Bíblia, mas sim ser capaz de olhar a vida com o olhar da misericórdia, da justiça e da Graça.

20. Crer que Deus deseja prosperar o Seu povo no corpo, na mente e no espírito, e que o sinal de tal prosperidade é a gratidão, o trabalho honesto, e a devoção integrada à totalidade da vida.

Se começássemos por aqui já veríamos os milagres começarem a acontecer; e haveria paz entre nós mesmos, por mais diferentes que fossemos, pois jamais haveria “forma” alguma que sobrepujasse a força do Conteúdo do Evangelho da Graça, o qual ungiria o ser de todos os irmãos na fé.


Caio


23/01/04 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um caminho espiritual para o ano novo


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A felicidade Segundo Jesus


Outras publicações