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"...Enquanto ensinarmos que o mundo é um lugar a ser evitado, que as mazelas humanas são fruto da ausência de Deus, que Deus não ouve os pecadores, que só a igreja evangélica é que detém os "diretos autorais" da salvação, que ser forte e inabalável é sinônimo de fé e que ser pecador é ser inimigo de Deus então ainda não entendemos o plano da salvação e o evangelho de cristo rebaixado apenas á mais uma religião...."
"Sequencia de vídeos diários com a leitura do Novo Testamento"

domingo, 1 de janeiro de 2012

NO “ABALA SÃO PAULO”, FICARAM ABALADOS COM A NOSSA PRESENÇA.

POR MARCOS LOPEZ

Nos dias 5 e 6 de março de 2011, me dirigi mais uma vez ao evento anual realizado na Barra Funda na cidade de São Paulo, que tem por nome “Abala São Paulo”. É um evento evangélico anunciando pela radio FM 105.7 – Radio Musical. Embora se trate de um evento evangélico, eu não recomendaria aos cristãos tal encontro, assim como não recomendaria a Marcha para Jesus. A questão é simples, alguns pregadores que ministram nestes eventos serem controvertidos. Nada contra o evento em si, acredito que eventos que reúnam diversas denominações evangélicas é proveitoso, mas deve haver um critério na seleção daqueles que irão ministrar a Palavra de Deus. Existem alguns pregadores que participam destes eventos que ensinam coisas estranhas ao evangelho, como: Há poder em suas palavras, o ensino de palavras mágicas como: Determine, Profetize ,etc.

Não vou me prender a refutação destes ensinos mas quero afirmar que o povo de Deus já tem falsos mestres demais em seu meio, as profecias pronunciam que a apostasia seria um dos sinais dos fins dos tempos (Mt. 24.11,12; Lc 18.8; Hb 6.4-8; I Tm 4.1; 2 Tss 2.3; 2 Pd 2.1-3). A falta de critério ao selecionar certos pregadores é o que faz destes eventos algo perigoso para o povo de Deus. Na noite chuvosa do dia cinco de março estávamos eu e o ministro José Luiz distribuindo alguns folhetos para crentes ao redor do evento, quando fomos abordados pela direção do evento e nos questionavam sobre nosso trabalho. Perguntaram se estávamos trabalhando a mando de um tal “Adelino”. Nos manifestamos dizendo que não conhecemos tal pessoa, e que apenas estávamos realizando um evento de conscientização cristã. Nos deixaram livres para continuar nossa evangelização. 

Entretanto no dia seis de março no domingo no período da manhã eu estava com minha filha de doze anos do lado de fora do evento, quando usei o megafone e comecei a falar sobre algumas heresias de perdição que são anunciadas por pregadores em nossos dias. Passados alguns minutos fui abordado pelo pastor que organizava o evento e mais alguns seguranças. O pastor me ameaçou levar para o DP se eu não parasse com tal ato, e que eu estava indo contra o Reino de Deus, e que o Senhor pesaria a mão contra a minha pessoa, etc, etc. Eu tentei deixar o pastor tranqüilo, dizendo a ele que eu não estava contra o evento mas sim contra o erro que alguns pregadores fazem da Palavra de Deus. E que por respeito ao pastor que me abordava iria parar com o megafone e me retiraria, mas que não era por sua intimidação, mas por livre vontade, afinal a Constituição me garantia o que estava fazendo. Afirmei ainda que ele deveria chamar para ministrar a Palavra de Deus, pessoas como o Pr. Russel Sheed, e selecionar mais seus oradores. 

Decidi ir embora, afinal estava com minha filha de 11 anos, e acredito que confusão não é o melhor caminho, não é este o objetivo. Percebo que a cada ano esta mais difícil realizar tais trabalhos, os cristãos em sua grande maioria estão cegos, a Bíblia se cumpre e o erro prevalecerá em nosso meio. Como disse certa vez Edmund Burke: “Para o triunfo do mau, basta que os bons façam nada.” Agostinho de Hipona certa vez declarou: “Ou as pessoas são vencidas pela verdade, ou serão vencidas pelo erro.” Acredito na Bíblia e a Palavra de Deus anuncia que o mal teria grande força nos finais dos tempos, lamentavelmente é o que estamos presenciando no meio evangélico atual,ou seja, discernimento zero. 


Artigo original: http://sociedadepensadores.blogspot.com/2011/03/no-abala-sao-paulo-ficaram-abalados-com.html
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