João Alexandre entrevista Vitor Quevedo, programa muita legal com moda de viola, hinos e muita música boa.
Destaques
"...Enquanto ensinarmos que o mundo é um lugar a ser evitado, que as mazelas humanas são fruto da ausência de Deus, que Deus não ouve os pecadores, que só a igreja evangélica é que detém os "diretos autorais" da salvação, que ser forte e inabalável é sinônimo de fé e que ser pecador é ser inimigo de Deus então ainda não entendemos o plano da salvação e o evangelho de cristo rebaixado apenas á mais uma religião...."
terça-feira, 10 de maio de 2016
João Alexandre entrevista Vitor Quevedo
segunda-feira, 4 de abril de 2016
QUE OS CASADOS SEJAM COMO SE NÃO O FOSSEM
Normalmente casamento é associado à prisão e limite. “O cara está se amarrando”—é o que se diz do moço que está para casar.
Há, inclusive, a tal “despedida de solteiro”, quando o jovem reúne os amigos, e com eles sai, a fim de dar “adeus à liberdade”.
Conheci minha mulher, Adriana, depois de vir de um relacionamento intenso e conturbado, e, por meio do qual meu primeiro casamento havia acabado. Todos conhecem a história, de um modo ou de outro, posto que os fatos se tornaram públicos. Todavia, nem de longe é disso que desejo falar aqui.
Como eu dizia, vim a conhecer a Adriana e a imediatamente me apaixonar por ela.
Depois amei-a. Depois não podia mais imaginar a vida sem ela.
Assim que falei em casamento com Adriana, ainda em setembro de 2000—três meses após havê-la conhecido—, ela me sugeriu que tivéssemos, sobretudo, uma aliança de liberdade, porque “onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade”.
Ou seja: que nossa Certidão de Casamento carregasse em anexo uma Carta de Separação Consensual.
Assim, dizia ela, ficaria sempre certo e claro para nós dois que não estávamos numa prisão, mas uma relação que se fizesse justificar em existência apenas pela presença do amor, do desejo, do carinho, do respeito, e da amizade.
Estamos juntos há quase cinco anos. Nesse período, de tempos em tempos, ela me diz que “estou livre para deixá-la quando desejar”. E, normalmente, ela diz isso quando as coisas estão lindas, belas e ótimas—ou seja: nos auges de nosso amor e alegria conjugal e familiar, como foi o caso do último Reveillon, quando estávamos todos da família, de ambos os lados, num encontro feliz e inesquecível para todos nós.
A única vez em que ela me repetiu essa frase de modo não associado à alegria foi quando da morte de meu filho Lukas.
“Meu amor! Você perdeu um filho. Se você desejar buscar alguma coisa que ficou para trás, e que tenha sido suscitada em você por essa perda, pode ir; e saiba: eu vou entender, embora eu vá sofrer de dor de morte. Mas você está livre”—disse ela na frente de meu filho Ciro.
Sim, eu sou um marido livre, e estou com ela porque a amo e a quero!
Alguém poderia considerar que a vida de um pastor tem sempre no ministério um ponto de referencia para consideração quando se trata de divórcio e separação. Ou seja: muitos pastores, se fossem médicos ou advogados, separar-se-iam urgentemente de suas esposas. Todo mundo sabe que é assim.
Com a minha mulher, todavia, é diferente. Adriana, lá atrás... bem no início... inclusive me ofereceu “cobertura ministerial para me proteger das bocas malignas”, no caso de um dia eu querer usar a Carta Consensual de Separação.
Ou seja: nem nesse quesito eu teria problemas, até porque, sinceramente, não desejaria estar ao lado de ninguém apenas por causa do ministério.
Deus me livre. Jamais!
Estou dizendo isto porque há pouco Adriana olhou para mim e disse as mesmas palavras.
O estranho é que quanto mais ela diz isso, mas o poder que em mim se fixa é o oposto: uma vontade danada de ficar, ficar, ficar... ficar para sempre... e até de rasgar a tal Carta Consensual de Separação... que só não pode ser rasgada também porque eu nunca tive coragem de escreve-la.
Estou onde estou, com quem estou, do jeito que estou, porque quero, porque desejo, porque amo, por estou feliz, porque me faz bem, e porque é tudo de bom e prazeroso.
Sim, amo Adriana, e ela me faz muito bem em todos os sentidos. Ela enche a minha vida de alegria e prazer.
Alias, faz bem a todos, até mesmo à mãe de meus filhos, que aprendeu a amá-la, e com quem ela tem hoje uma relação de carinho e amizade. Sem falar que nossos filhos hoje se amam como irmãos.
Desse modo, fica aqui o meu estimulo para que as pessoas se casem de modo livre e leve.
Quanto mais livre e leve, mais profundo e mais definitivo será, na Graça de Deus.
Nele, que nos chamou à liberdade e à paz,
domingo, 20 de março de 2016
Para quem quer fazer de sua igreja um grande negócio
Mateus 7: 15-23
A seguir ensinarei uma formula mágica.
Veja, é simples “criá-la”. Você pode chamá-la como bem desejar.
Mas saiba: ela é um "programa" de Religião. E não tem nada a ver com Jesus, embora use o tempo todo o nome Dele como "senha de acesso" à confiabilidade no coração dos “clientes”.
A maior vantagem é que o programa "roda sozinho", não precisa nem da ajuda de Deus, embora o nome "Dele" seja muito usado. Veja como ela (a máquina) e ele (o programa) funcionam. É simples. Qualquer pode aprender e ensinar. Foi "construído" para facilitar o uso, tanto do "profissionais", quanto dos "clientes".
1. Usa o Nome de Jesus.
2. Usa todos os símbolos e linguagens religiosas de todas as religiões.
3. Estimula o ajuntamento de riquezas na Terra.
4. Reduz toda calamidade a uma Personificação do mal e de seus agentes.
5. Fala em Deus como quem fala de um Banco de Investimentos.
6. Ensina que Deus faz "novos negócios" com o dinheiro e com a fé quando alguém investe "Nele".
7. Se põe como o Banco Recebedor e o Garantidor das negociações.
8. Denuncia o mal das demais religiões enquanto sutilmente as valida como “realidade” e “verdade”.
9. Cria uma pirâmide de poder onde ascendem somente os que arrecadam mais.
10. Estabelece que nada funciona sem barganha com Deus.
11. Usa os testemunhais como demonstração de sua validade como máquina.
12. Elabora e uniformiza todas as suas ações e padroniza as suas linguagens.
13. Se oferece como Lugar do Poder.
14. Alimenta o povo com as simplificações mágicas como soluções.
15. Não ensina nada além de uma mecânica espiritual.
16. Não permite a criação de vínculos humanos em seu meio.
17. Ensina que a fé não é um dom, é um poder pessoal do homem.
18. Omite que a Graça de Deus exista, existindo apenas o sacrifício que cada um oferece a divindade.
19. Faz a Cruz de Cristo ter apenas valor de Presépio, como um cenário, não como poder libertador.
20. Faz a Ressurreição de Jesus ser apenas uma demonstração de Poder, não o fator garantidor da Graça da salvação.
21. Faz crer que a eternidade não interessa, mas tão somente as coisas do tempo.
22. Faz de conta que Cristo não precisa voltar. Como está, está bom.
23. Dá a impressão que o mundo pode continuar horrível, pois a única coisa que interessa é a “prosperidade” de alguns.
24. Não perde tempo com o papo de "boas obras", mas tão somente grandes contribuições financeiras.
25. O Dinheiro, a Máquina Marketeira e a Política são a sua “unção-upgrade” desse softwear de Religião.
26. Não há soluções fora do Endereço Físico de Deus na Terra: o Templo Maior e suas franquias não virtuais.
27. O "password" é usar o Nome Jesus como "senha" diferencial, mas manter todas as barganhas do medo funcionando.
28. O manual é a Bíblia, embora ela tenha apenas que ser "comprada" como um amuleto, mas não pode ser lida.
29. A oração não é parte da Devoção, mas do poder prático para se executar os desejos conforme o "programa".
30. Não existe devoção pessoal, mas apenas aquela que acontece dentro de uma “corrente” ou uma “campanha”.
E muito mais... Entrevistas com os demônios, intervalos comerciais para os possessos se recomporem, etc...
Quem quiser levantar muito dinheiro e fundar uma Religião “bem-sucedida”, aplique essas técnicas, e certamente “prosperará”.
Caso você não tenha o escrachamento necessário para ir tão longe — questões bobas de pudor que alguns ainda têm —, pode aplicar a mesma “formula” em partes, e de modo mais discreto, mais light, mais ameno. Também funciona. Mas não esqueça: a alma do negócio é a “dependência”, o “poder do medo”, e a “força do dinheiro”; e não esqueça: você precisa dizer que Deus é assim, e que até “Ele” só funciona à base de dinheiro. Sim! você tem que lembrar de dizer que é possível “comprar Deus”.
Esta formula funciona muito bem. Já foi testada inúmeras vezes na História. E no Brasil já demonstrou ser altamente eficaz.
Ah! Ia esquecendo: ela também é muito adequável ao sistema de Pirâmide.
Quem estiver frustrado e desejar acabar com a frustração, use a formula. Ela não decepcionará você.
Se está certo? Pra quem interessa? O certo é o que dá certo! Certo?
Só vejo um pequeno problema: os "donos de franquias" correm o sério risco de num Certo Dia Encontrar o Dono do Nome, e ocorrer o seguinte diálogo: --Franquiados: Em teu Nome realizamos milagres incríveis e muita gente acreditou; exercemos poder profético-autoritativo, e fizemos muitos decretos em Teu Nome; e com os demônios e com as forças das trevas, nós até brincamos, de tão bem que aprendemos a manipulá-las. Nos tornamos o maior “caso de sucesso” na Terra. Tudo em Teu Nome. --Senhor: Eu não sei quem são vocês. O lugar de vocês não é Comigo. Saiam daqui. O Diabo está aguardando. O endereço não é Aqui.
Bem, a escolha é sua!
O sucesso da Terra pode ser a desgraça da eternidade!
Mas lembre-se: a escolha é sua. Você tem o poder!
Postagem Original Aqui
A seguir ensinarei uma formula mágica.
Veja, é simples “criá-la”. Você pode chamá-la como bem desejar.
Mas saiba: ela é um "programa" de Religião. E não tem nada a ver com Jesus, embora use o tempo todo o nome Dele como "senha de acesso" à confiabilidade no coração dos “clientes”.
A maior vantagem é que o programa "roda sozinho", não precisa nem da ajuda de Deus, embora o nome "Dele" seja muito usado. Veja como ela (a máquina) e ele (o programa) funcionam. É simples. Qualquer pode aprender e ensinar. Foi "construído" para facilitar o uso, tanto do "profissionais", quanto dos "clientes".
1. Usa o Nome de Jesus.
2. Usa todos os símbolos e linguagens religiosas de todas as religiões.
3. Estimula o ajuntamento de riquezas na Terra.
4. Reduz toda calamidade a uma Personificação do mal e de seus agentes.
5. Fala em Deus como quem fala de um Banco de Investimentos.
6. Ensina que Deus faz "novos negócios" com o dinheiro e com a fé quando alguém investe "Nele".
7. Se põe como o Banco Recebedor e o Garantidor das negociações.
8. Denuncia o mal das demais religiões enquanto sutilmente as valida como “realidade” e “verdade”.
9. Cria uma pirâmide de poder onde ascendem somente os que arrecadam mais.
10. Estabelece que nada funciona sem barganha com Deus.
11. Usa os testemunhais como demonstração de sua validade como máquina.
12. Elabora e uniformiza todas as suas ações e padroniza as suas linguagens.
13. Se oferece como Lugar do Poder.
14. Alimenta o povo com as simplificações mágicas como soluções.
15. Não ensina nada além de uma mecânica espiritual.
16. Não permite a criação de vínculos humanos em seu meio.
17. Ensina que a fé não é um dom, é um poder pessoal do homem.
18. Omite que a Graça de Deus exista, existindo apenas o sacrifício que cada um oferece a divindade.
19. Faz a Cruz de Cristo ter apenas valor de Presépio, como um cenário, não como poder libertador.
20. Faz a Ressurreição de Jesus ser apenas uma demonstração de Poder, não o fator garantidor da Graça da salvação.
21. Faz crer que a eternidade não interessa, mas tão somente as coisas do tempo.
22. Faz de conta que Cristo não precisa voltar. Como está, está bom.
23. Dá a impressão que o mundo pode continuar horrível, pois a única coisa que interessa é a “prosperidade” de alguns.
24. Não perde tempo com o papo de "boas obras", mas tão somente grandes contribuições financeiras.
25. O Dinheiro, a Máquina Marketeira e a Política são a sua “unção-upgrade” desse softwear de Religião.
26. Não há soluções fora do Endereço Físico de Deus na Terra: o Templo Maior e suas franquias não virtuais.
27. O "password" é usar o Nome Jesus como "senha" diferencial, mas manter todas as barganhas do medo funcionando.
28. O manual é a Bíblia, embora ela tenha apenas que ser "comprada" como um amuleto, mas não pode ser lida.
29. A oração não é parte da Devoção, mas do poder prático para se executar os desejos conforme o "programa".
30. Não existe devoção pessoal, mas apenas aquela que acontece dentro de uma “corrente” ou uma “campanha”.
E muito mais... Entrevistas com os demônios, intervalos comerciais para os possessos se recomporem, etc...
Quem quiser levantar muito dinheiro e fundar uma Religião “bem-sucedida”, aplique essas técnicas, e certamente “prosperará”.
Caso você não tenha o escrachamento necessário para ir tão longe — questões bobas de pudor que alguns ainda têm —, pode aplicar a mesma “formula” em partes, e de modo mais discreto, mais light, mais ameno. Também funciona. Mas não esqueça: a alma do negócio é a “dependência”, o “poder do medo”, e a “força do dinheiro”; e não esqueça: você precisa dizer que Deus é assim, e que até “Ele” só funciona à base de dinheiro. Sim! você tem que lembrar de dizer que é possível “comprar Deus”.
Esta formula funciona muito bem. Já foi testada inúmeras vezes na História. E no Brasil já demonstrou ser altamente eficaz.
Ah! Ia esquecendo: ela também é muito adequável ao sistema de Pirâmide.
Quem estiver frustrado e desejar acabar com a frustração, use a formula. Ela não decepcionará você.
Se está certo? Pra quem interessa? O certo é o que dá certo! Certo?
Só vejo um pequeno problema: os "donos de franquias" correm o sério risco de num Certo Dia Encontrar o Dono do Nome, e ocorrer o seguinte diálogo: --Franquiados: Em teu Nome realizamos milagres incríveis e muita gente acreditou; exercemos poder profético-autoritativo, e fizemos muitos decretos em Teu Nome; e com os demônios e com as forças das trevas, nós até brincamos, de tão bem que aprendemos a manipulá-las. Nos tornamos o maior “caso de sucesso” na Terra. Tudo em Teu Nome. --Senhor: Eu não sei quem são vocês. O lugar de vocês não é Comigo. Saiam daqui. O Diabo está aguardando. O endereço não é Aqui.
Bem, a escolha é sua!
O sucesso da Terra pode ser a desgraça da eternidade!
Mas lembre-se: a escolha é sua. Você tem o poder!
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quarta-feira, 16 de março de 2016
Respostas cristãs para uma crise social
Êxodo 20.17
por Ed René Kivitz no dia 13 de Março de 2016.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Porque as pessoas procuram uma religião?
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
PRA QUEM ESTÁ EM CRISTO
Não há mais lugar santo, dia santo, hora santa, culto santo, púlpito santo, pregação santa.
Nele tudo se converge e Ele faz da vida um culto, portanto, aqui, ali e alem, tudo, em todo lugar o tempo todo, todo tempo é santo ao Senhor.
A mim cabe apenas segui-Lo e servi-Lo servindo aqueles a quem Ele tanto amou que se entregou e a todos reconciliou com o Pai Eterno.
Meu serviço é servindo avisar a todos que o Eterno está reconciliado com toda criação.
É assim que adoro o meu Senhor e por favor, não tentem me convencer do contrário.
Em Cristo não há mais templo santo e qualquer templo, qualquer prédio que por mais suntuoso, majestoso que seja e construído com dimensões extraídas das escrituras, não passa de um prédio como outro qualquer que só tem valor imobiliário.
Em Cristo não há mais utensílios santos.
Em Cristo não há rituais santos.
Em Cristo não há títulos santos.
Em Cristo tudo que indicava pra Ele no passado, hoje nEle tudo está e tudo é e nEle tudo se consumou.
Voltar à velha aliança é reconsturar o véu que Ele mesmo rasgou quando inaugurou a nova aliança na Cruz.
Ou a Cruz valeu pra tudo e pra todos ou não valeu pra nada e pra ninguém.
Prefiro viver livre e responsável, pois, pra isto o Evangelho me convidou e eu aceitei fazer esta jornada de volta pra casa, pra Casa do Pai, pra mim mesmo e para o meu próximo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
O Adeus a Coquinha
Hoje enquanto a maioria das famílias estão dizendo "Feliz natal e um próspero ano novo", a nossa diz "Meus sentimentos e que Deus nos conforte".
Nossos natais vão ficar sempre marcados como a data em que a Coquinha partiu. Sim! Coquinha, era como chamávamos a dona Etelvina, minha avózinha. Não sei de onde saiu esse apelido mas caia muito bem para uma senhorinha de um metro e meio.
Minha avó me ensinou muitas coisas, me ensinou o que era ilhós e como mexer na máquina de costura, me ensinou que cola de sapateiro só cola depois de seca, conhecimento que uso até hoje, ela me ensinou que as coisas simples da vida ganham novos valores quando feitos pelas mãos talentosas que trabalham com amor e graças a isso experimentei coisas que ficarão em minha alma e minha mente para sempre.
Depois do dela um simples pão com ovo nunca mais será bom o suficiente.
Sempre lembrávamos de quando eu era pequeno e já tinha aprendido a ler e escrever, ela semi-analfabeta, pediu pra eu ensiná-la a ler e escrever também. Me senti o professor, ensinei com altivez infantil, depois de uns dias passei uma prova pra ela e quando corrigi vi que tinha muitos erros, disse que ela tinha tirado um zero. Ela saiu chorando triste dizendo: o Alexandro me deu um zero!
Depois que cresci percebi que ela sempre só mereceu 10 com louvor e fiz questão de ressarcir isso durante a vida e nunca mais tratá-la com rispidez.
A fé dela contrastava com minhas dúvidas e suas convicções absolutas se opunham as minhas relatividades, mas eu a amava; do fundo da alma.
Todos me chamam de Alex mas só ela me chamava pelo nome todo: Alexsandro, e nunca vou esquecer ela sempre me alertando "Alexsandro, volta pra igreja!".
Sem saber no fundo o que ela estava querendo me dizer era: "Meu neto nunca se desvie do evangelho, não deixe ser levado pelo espírito deste século mas guarde sua mente e sua fé no espírito de Cristo e que nada, nem a religião, tome o lugar de Deus em sua vida." mas na sua simplicidade isso se resumia em "volta pra igreja" e minha vida mostrará a ela que da verdadeira Igreja eu nunca sai.
Sem saber no fundo o que ela estava querendo me dizer era: "Meu neto nunca se desvie do evangelho, não deixe ser levado pelo espírito deste século mas guarde sua mente e sua fé no espírito de Cristo e que nada, nem a religião, tome o lugar de Deus em sua vida." mas na sua simplicidade isso se resumia em "volta pra igreja" e minha vida mostrará a ela que da verdadeira Igreja eu nunca sai.
Depois de cerca de 75 dias internada no hospital Cruz Azul, o diabetes e a pressão alta venceram, o coração não aguentou o peso dos anos e da doença, ele então para de bater chamando o último suspiro que foi dado em paz como só aquele que tem o Príncipe da Paz sabe o que é.
A doença venceu por agora mas a morte já foi vencida na Cruz e em Cristo ninguém verá a morte pois já passou da morte para a vida.
Minha avó morreu aqui mas não ficou morta por um só minuto porque o Senhor a levantou imediatamente do outro lado. Essa é a Esperança gloriosa de Cristo em nós.
Deste lado ela se foi e por mais que as dezenas de cataventos coloridos do cemitério simulem movimentos e flores simulem vida, aqui o que ficará é a inercia e o luto que durará muito mais que as flores de lá.
Enquanto caminho pela ruela do cemitério em direção ao túmulo, no silencio fúnebre ouvindo apenas as pedras estalarem sob os pés, penso que é a última vez que verei o rosto dela por aqui, as enxadas e ferramentas dos coveiros apressam o último adeus. O violino chora suas últimas notas sussurrando "Segura na mão de Deus e vai", nós choramos suplicando pelo auxílio da mesma mão aos que ficam.
"...a morte sem prazo ou norte
vai levando meus amores.
A morte sem avisar
a cavalo de galope
sem dar tempo de escondê-los
vai levando meus amores.
A morte desembestada
com quatro patas de ferro
a cavalo de galope
foi levando minha vida.
A morte de tão depressa
nem repara no que fez."
vai levando meus amores.
A morte sem avisar
a cavalo de galope
sem dar tempo de escondê-los
vai levando meus amores.
A morte desembestada
com quatro patas de ferro
a cavalo de galope
foi levando minha vida.
A morte de tão depressa
nem repara no que fez."
Apesar da dor estamos felizes porque o sofrimento dela acabou e onde ela está agora não há necessidade de respiradores artificiais, monitores de oxigenação e pressão para monitorarem o nível da vida pois lá a Vida é eterna.
Seus ferimentos nas costas foram curados, o buraco da traqueostomia fechado e olho cego agora vê em alta resolução. Vê o que olhos não viram e o que jamais o chegou ao coração humano: a verdadeira vida.
Chega de furadas de agulha, aferição de glicose, alimento injetado pelas narinas, chega de inchaço, de necrose. Chega de morfina!
Ninguém vai mais cutuca-la perguntando se ela está ouvindo, nem usar de artifícios com produtos de beleza pra cobrir sua real aparência. Hoje seu rosto resplandece.
Aqui, desligados da verdadeira vida, somos como ventiladores arrancados subitamente da tomada mas que continuam girando por um tempo pela energia residual até pararem de se movimentar completamente, mas lá ela está ligada Àquele cuja toda energia, da quântica á cósmia, subexistem.
No ano que eu considero o mais difícil da minha vida, 2015 termina levando também minha avó.
Fico aguardando o dia do reencontro quando irei para Deus ou Deus virá para mim. Minha avó se foi mas minha fé e esperança de reencontrá-la, não.
Um dia estarei lá com ela. E não quero ver ruas frias de ouro nem lagos duros de cristal, isso não me interessa! O que eu quero é ver ao Senhor e ficar muito grato a Ele pois sei que no meu céu terá também pão com ovo feito pela vovó.
Até já coquinha. Sempre te amarei!
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Programa Meia-Hora 67
Um programa muito legal, divertido e com uma musicalidade belíssima.
Dos 67 programas que escutei, até agora, esse é um dos melhores, senão o melhor deles.
Veja todos os outros programas
Dos 67 programas que escutei, até agora, esse é um dos melhores, senão o melhor deles.
Veja todos os outros programas
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Eu não peço sacrifícios, eu peço que você seja humano, e ame
Mq 6:1-16 - Eu não peço sacrifícios, eu peço que você seja humano, e ame! - diz o Senhor.
Porção do Programa Papo de Graça - Caio Fábio - 04/09/2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Mensagem: Como ser cristão sem ser religioso
Como ser cristão sem ser religioso
terça-feira, 15 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
A Igreja e o lado obscuro das instituições
Excelente mensagem do Pr. Antônio Carlos Costa sobre a influencia do Estado na Igreja e a ineficiência da Igreja em trabalhos sociais.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Sete trombetas e uma taça
Essa é mais uma mensagem daquelas que nos estimulam a orar e nos coloca na posição de totalmente dependentes de Deus.
Muito boa
Para uma outra excelente mensagem sobre oração clique aqui
Muito boa
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Um pastor, um ateu, um católico e uma agnóstica.
Um pastor, um ateu, um católico e uma agnóstica.
Luiz Felipe Pondé conversa com o teólogo Ed René Kivitz, o gerente de TI ateu Jaime Alves, o católico praticante Italo Fasanella e Ma Dhyan Bavhia, adepta da meditação.
Falar de religião é uma forma de interrogar sobre a condição humana; é caminhar entre a fé e a razão. Hoje se discute Deus com palavras de ordem e frases feitas. Definitivamente perdemos de vista a tradição que as grandes religiões carregam.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Nada no Evangelho é sentimento e emoção O Evangelho é Espírito, Verdade e Vida!
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Entrevista Ed Rene Kivitz a BBC
Na semana passada, uma série de denúncias de ataques contra membros e templos de religiões de matriz africana e espíritas tomou a mídia. Em um dos casos mais graves, uma menina candomblecista de 11 anos foi agredida a pedradas na saída de um culto no Rio de Janeiro, o que fez com que o tema da intolerância religiosa voltasse a preocupar lideranças de diferentes matizes.
Sexta-feira, também no Rio de Janeiro, um médium foi encontrado morto com sinais de espancamento, em um caso que ainda não foi esclarecido.
Na opinião de Ed René Kivitz, de 51 anos, que há 26 atua como pastor da Igreja Batista, o momento é de "muita preocupação".
Formado em Teologia e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, Kivitz, que integra o movimento Missão Integral - que congrega diferentes lideranças evangélicas - questiona os argumentos do que considera como algumas "lideranças extremistas".
Para ele, o tom bélico assumido por alguns políticos de origem evangélica e alguns pastores que se utilizam dos meios de comunicação de massa - do "nós contra eles" - cria um "clima propício para que gente doente, ignorante, mal esclarecida e mal resolvida dê vazão ao seus impulsos de violência e de rejeição ao próximo".
Em entrevista à BBC Brasil, Kivitz se disse a favor dos direitos LGBTs, por entender "que são cidadãos, independentemente da minha concordância com a orientação sexual ou a identidade de gênero que eles têm" e contra a redução da maioridade penal. Sobre o aborto, manifestou-se contrário, mas "a favor de uma melhor compreensão da legislação em termos de saúde pública e da preservação da mulher".
O pastor, que vem se articulando com colegas de diferentes Estados, diz que "a face evangélica que está exposta para o imaginário coletivo do brasileiro é a face mais grotesca, mais triste, e que não representa a índole da Igreja Evangélica brasileira".
Com seu trabalho, ele diz buscar espaço para mostrar um lado mais "ponderado, inclusivo e progressista" dos evangélicos.
Veja os principais trechos da entrevista:
BBC Brasil - Como membro da Igreja Batista, como o senhor vê os casos recentes de intolerância religiosa ocorridos no Rio de Janeiro? É algo que preocupa? Na sua visão, como os líderes evangélicos deveriam se posicionar?
Ed René Kivitz - Me preocupo muito com a questão da intolerância religiosa sim, embora eu ache que no Brasil isso seja muito localizado, e faça parte de um momento, de um recorte de tempo muito específico que estamos vivendo. Não faz parte da índole do povo brasileiro, e nem da índole cristã, quer seja católica ou evangélica, e evidentemente não faz parte da índole do Evangelho.
Eu acho que é algo isolado, mas preocupante também para a imagem da Igreja Evangélica, que está sofrendo muito por conta dessas lideranças radicais que estão construindo no imaginário da sociedade brasileira uma ideia do ser evangélico que não corresponde à grande parcela da nossa população que se identifica como evangélica.
BBC Brasil - Críticos argumentam que estas lideranças evangélicas que defendem de forma mais acirrada sua agenda moral estariam alimentando um "discurso de ódio" no país. Embora não se possa afirmar isto, o senhor acredita que pessoas com maior tendência à intolerância religiosa possam estar encontrando amparo nestas posições, ao verem figuras influentes no cenário nacional mantendo uma ideologia de confronto e não de conciliação com relação a grupos com visões diferentes, sejam estes grupos de outras religiões, LGBTs, defensores do aborto, minorias, etc?
Kivitz - É preocupante ter uma liderança expressiva desenvolvendo um discurso de "nós contra eles", um verdadeiro contrassenso para uma liderança religiosa, já que não se tolera isso nem de uma torcida organizada de futebol, que dirá de uma figura tida como um orientador, um guia espiritual.
Quando você encontra uma liderança com este discurso, você cria um ambiente propício para que gente doente, ignorante, mal esclarecida e mal resolvida dê vazão ao seus impulsos de violência, de rejeição ao próximo, aos seus ímpetos de prepotência, à sua ambição e sede de poder, à sua personalidade opressiva.
Enfim, não é difícil, quando você cria este ambiente bélico, que pessoas extremadas se sintam legitimadas para os seus atos inadmissíveis. Eu acho que é isso que está acontecendo no nosso país, e acho que infelizmente deve-se fazer este registro que não são os líderes religiosos que incitam ao ódio. Essa expressão é abominável, ela precisa ser riscada do nossos textos. Não é possível que um líder religioso, em sã consciência, esteja incitando o ódio, isso é um tiro no pé.
Mas sim, um discurso bélico, um discurso de confronto, no lugar de um discurso de reconciliação, cria, de fato, um ambiente onde as manifestações violentas tendem a ser legitimadas, ainda que isso seja inconcebível.
BBC Brasil - Sobre os casos ocorridos no Rio de Janeiro, o senhor tem algum posicionamento específico? A menina atacada com pedradas deveria ter sido recebida por mais líderes evangélicos, por exemplo, e não só pelo arcebispo da Igreja Católica e pelo prefeito Eduardo Paes?
Kivitz - Eu recebi a informação de que o pastor da Igreja Batista da Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, cancelou as atividades no domingo e encorajou os fiéis a participarem de uma marcha a favor da tolerância religiosa.
O que eu acho é que nós deveríamos dar mais destaque, na mídia, para essas iniciativas de paz e de aproximação. Eu não estou dizendo que deveríamos ocultar os fatos, mas sim que a imprensa deveria dar menos linhas para os fatos ruins e mais linhas para os atos que buscam construir uma sociedade melhor. Outro grupo evangélico do Rio se uniu recentemente para ajudar na reconstrução de um centro de religiões africanas que havia sido queimado por grupos intolerantes, algo pouco noticiado, por exemplo.
BBC Brasil - Caso este momento de tensão continue se expandindo no Brasil, com a atuação da bancada evangélica no Congresso, embates de líderes religiosos com figuras da mídia e grupos LGBT, e discussões polêmicas como a criminalização da homofobia, liberação do aborto e redução da maioridade penal, como o senhor avalia as chances de um maior diálogo a curto e longo prazos?
Kivitz - Para termos um país que possa se considerar legitimamente democrático e republicano, temos que fortalecer tanto as nossas instituições políticas como a participação popular. Temos que valorizar os movimentos sociais, aplicar a lei com vigor a todo ato criminoso, de qualquer natureza e praticado por quem quer que seja. Acho crucial que exista também um estado de alerta na sociedade brasileira, que se levante contra todo e qualquer grupo que pretenda um controle hegemônico.
Quando eu digo um controle hegemônico, quero dizer que uma sociedade se constrói dando vez e voz a todas as formas de expressão de crenças, de culturas, de interesses de grupo. Você não pode permitir que a bancada evangélica seja hegemônica no Congresso, da mesma forma que você não pode permitir que a bancada do PT seja hegemônica. Nós não queremos um país governado por um grupo, por uma cultura ou por uma crença. Nós não queremos um país controlado por uma maioria muçulmana, mas também não queremos um país governado por uma maioria evangélica.
É nisso que eu acho que no Brasil ainda não amadureceu. As pessoas não entendem que quando um deputado evangélico chega à Câmara em Brasília, ele deveria deixar de ser evangélico e se tornar um defensor da cidadania. Claro que ele tem todos os seus valores, convicções religiosas e opções ideológicas, mas ele não está lá para defender a cabeça dele, nem o segmento da sociedade que o colocou lá.
Quando você tem uma sociedade em que um grupo pretende tomar de assalto a voz de todos e impor a sua agenda sobre todos, isso não é uma sociedade democrática, mas sim uma ditadura conquistada no voto. Então a gente tem que bater forte em todo grupo que se pretenda hegemônico, seja ele político, religioso, ou qual for. Inclusive a militância LGBT, que tem que compreender que tem seus direitos, e quem não concorda com ela também tem seus direitos, isso é democracia.
BBC Brasil - Diante dos seus argumentos é inevitável questioná-lo sobre os posicionamentos do atual presidente da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vem protagonizando debates e encampando abertamente a defesa de temas, ao afirmar que a discussão sobre o aborto só ocorreria "sobre seu cadáver" e colocando-se contrário ao casamento gay e a favor da redução da maioridade penal, além de divulgar abertamente sua "agenda da família", conjunto de valores morais base de sua campanha. Como o senhor avalia a influência de um presidente de um Parlamento democrático com estes posicionamentos num país tão polarizado como o Brasil neste momento?
Kivitz - Em vista de tudo que falei anteriormente, este tipo de posicionamento jamais deveria ocorrer, e não coopera em nada com o amadurecimento de uma sociedade democrática.
O voto não é o caminho para que a vontade da maioria se sobreponha à da minoria. O voto deveria ser o exercício do cidadão em discernir o que é melhor para o todo da sociedade, e não para fazer valer o seu ponto de vista sobre esta sociedade.
É este amadurecimento democrático que nós no Brasil ainda não temos e que os nossos líderes políticos não cooperam em nada para desenvolver. Ou seja, eu não posso votar num candidato apenas levando em conta se sou contra ou a favor do aborto, mas sim pensando no que seria um posicionamento justo para a sociedade brasileira com relação à legislação que trata do aborto.
Ao insistir em defender o ponto de vista do seu grupo, você fica num cabo de guerra constante, um puxando para um lado, e o outro puxando para o outro, e não se chega a lugar nenhum, perpetuando-se a relação "nós contra eles".
Quando você tem um presidente do Parlamento tentando impor sobre a sociedade o seu ponto de vista e o ponto de vista do seu grupo, ele não tem índole democrática. Ele não está pensando no bem da sociedade, mas sim apenas na vitória da sua ideologia ou da sua convicção religiosa. Isso contraria inclusive a origem e a história do Protestantismo, que nasce com a defesa da liberdade de consciência, da separação entre Igreja e Estado, a valorização dos direitos individuais, e a luta pela liberdade de expressão. É muito triste ver um líder religioso completamente dissociado do movimento que lhe dá respaldo.
Em outras palavras, essas lideranças evangélicas que estão presentes na mídia e no cenário político brasileiros merecem a hashtag #nãomerepresentam.
BBC Brasil - Neste processo, é possível competir com lideranças evangélicas que compram espaços de emissoras de televisão, o meio de comunicação que ainda exerce maior influência de massa sobre a população brasileira?
Kivitz - A TV no Brasil, de forma geral, ainda se preocupa muito mais com o circo, o sensacional, os embates e os extremos, do que com o diálogo e a discussão construtiva. A mídia tem um papel muito forte nisso. Os movimentos LGBT, por exemplo, são pintados sempre como mocinhos, e os evangélicos todos demonizados como homofóbicos, o que é uma inverdade. Há evangélicos a favor desses direitos, e há extremistas dos dois lados do debate. Mas para o circo da mídia não interessa colocar gente moderada dos dois lados conversando. A face evangélica que está exposta para o imaginário coletivo do brasileiro é a face mais grotesca, mais triste, e que não representa a índole da igreja evangélica brasileira, com a mais absoluta certeza.
Quanto ao espaço comprado por lideranças extremistas, é uma arma poderosa e uma luta desigual, porque estes espaços custam milhões e sabe-se que para conseguir estes milhões, essas lideranças com flexibilidade ética e moral conseguem mais fácil do que aqueles que têm uma consciência moral e respeitosa não só aos seus princípios religiosos e espirituais, como também à massa e à população brasileira.
BBC Brasil - O que podemos esperar a médio e longo prazos deste cenário atual no país? Que papel outras lideranças evangélicas podem assumir neste debate?
Kivitz - Eu gostaria de sublinhar que a liderança evangélica que me representa é uma minoria também. Quando eu ouço as minorias lutando pelos seus direitos e mais respeito às suas vozes, eu me identifico. Sejam os movimentos dos negros, dos LGBTs, das mulheres, dos trabalhadores sem-terra.
Eu também sou uma liderança evangélica que precisa lutar por reconhecimento e espaço, e que muitas vezes sequer é ouvida pela sociedade, como se a Igreja Evangélica fosse uma coisa só, esta coisa apresentada pelos extremistas.
E aí nós fazemos um barulho que, perto dessa estratégica de massa dos radicais, é pequeno, mas ele existe. Por exemplo, nós estamos nos mobilizando contra a redução da maioridade penal, contra o trabalho escravo, pela valorização da criança. Existe uma Igreja Evangélica diferente aí, trabalhando pela sociedade. E há igrejas evangélicas que são uma poderosa ferramenta de transformação social nas periferias de todo o Brasil, isto também precisa ser lembrado.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
O ataque aos pastores
O ataque aos pastores
Ricardo Gondim
Ricardo Gondim
Clint Eastwood produziu – e dirigiu – alguns filmes densos. Os que lidam com o abuso de crianças, especialmente, são inquietantes. Gostei da trama de A Troca - “Changeling”. O filme é baseado em fatos reais. Um garoto desapareceu enquanto a mãe, divorciada, trabalhava algumas horas extras em um dia de sábado. Para reencontrar o filho, Christine – Angelina Jolie – enfrenta sozinha a corrupta máquina policial de Los Angeles; ainda por cima tem de manter o emprego. Sua angústia contagia. A estrutura perversa de um departamento de polícia carcomido por politicagem parece monumental, intransponível.
O pastor presbiteriano, Gustav Briegleb – John Malkovich -, que já se vinha se manifestando contra a violência policial, une-se a Christine. A militância do reverendo Briegleb encanta por sua ética. Ao longo do filme, o pastor é destemido e persistente. A causa de mulher e do seu filho se tornam sua causa. Obviamente, no melhor estilo de Hollywood, o homem ajudar a recuperar o menino e a desmontar a farsa que dominava o gabinete do xerife. Quando apareceu o “The End”, e projetaram as explicações sobre os desdobramentos da cooperação entre o pastor e a mãe, falei quase em voz alta: Quando crescer, quero ser igual a esse pastor. A atuação do reverendo Briegleb havia desencadeado mudanças profundas nas leis da cidade – sua obstinação ainda salvaria pessoas que nem tinham nascido.
Ser pastor – católico romano ou protestante – tornou-se complicado. O clero, principalmente o associado ao movimento evangélico, passou a ser descrito como oportunista, incitador de ódio e aproveitador da ignorância popular. A generalização atinge muita gente que não tem nada a ver com os mega negócios que movimentam o neopentecostalismo. Não me vejo alvo da guerrilha verbal que os próprios neopentecostais começaram. Não quero precisar mostrar, o tempo todo, que nem todo os pastores merecem a vala comum dos patifes. A credibilidade de outros sofre com a mesma suspeita, e isso é ruim.
Nem todo o clero desempenha o papel de baby-sitter de crentes ávidos por uma “mãozinha” celestial. Ser ministro do evangelho não significa que alguém aceitou a função de carimbador de vistos para o céu. A quem não sabe, informo: é possível encontrar cristãos em movimentos populares. Conheço gente que marcha, não nos carnavais fora de época que se pretendem por Jesus, mas reivindicando reforma agrária. Há bons crentes – católicos e protestantes – enfronhados em militância social. Admito que muitos pastores – com certeza ocupados em azeitar a máquina religiosa – nunca abraçarão causas sociais. Fome e sede de justiça não dão fama e poucos vão dar a cara a bater na defesa de pessoas discriminadas e marginalizadas.
O momento vem sendo tomado por pastores famosos, especialistas em questiúnculas sobre doutrina, dogma. Eles se alastram e ganham espaço devido ao empenho de legislarem sobre moralismos e por suscitarem ódio e intolerância. O resultado trágico é que o testemunho cristão virou piada, deboche, escárnio.
Acredito que esse grupo conservador – poderosíssimo – tende a recrudescer em sua obstinação dogmática e obscurantista. Ele continuará a repetir fórmulas desgastadas, propagando que a fé cristã é única em resgatar as pessoas do inferno medieval e de garantir um céu de delícias. Como cristão proponho um caminho diverso. O tempo, os recursos financeiros e a mobilização de tanta gente crente não podem ser desperdiçados. É necessário que progressistas se manifestem e afirmem que a função da igreja consiste em resgatar a vida, protegendo os indefesos, seja na opressão do mercado, no preconceito de gênero e até na frieza eclesiástica. Espero que chegamos ao fundo do poço logo. E daí, mais evangélicos comecem a repensar suas premissas teológicas fundamentalistas. O ônus de mostrar relevância está com a igreja. Talvez o atual desgaste não sufoque, mas ajude a termos mais ícones como Martin Luther King e Dorothy Stang.
Como pastor pentecostal, procuro o caminho estreito. Desde sempre denunciei que a teologia da prosperidade não é desvio da mensagem de Jesus mas uma perversidade teológica. Em nome de uma divindade “que funciona” líderes ficaram ricos – alguns milionários e pelo menos um, bilionário. Jamais calei diante da instrumentalização do que considero cristão para fins políticos. Parei de aceitar o avivamento de uma agenda pretensamente conservadora, mas que é em sua essência, demagógico e hipócrita.
Como cuidei basicamente de igrejas urbanas, também preciso fazer um mea culpa. Confesso: perdi tempo com a máquina eclesiástica. Me deixei absorver por programações irrelevantes devido à vaidade de falar em determinadas conferências. Em nome da verdade, defendi teologias desconexas da existência. Fiz promessas irreais sem levar em conta a aspereza da história. Discuti ideias estéreis. Corri em busca de uma glória diminuta. Entreguei-me de corpo e alma à oração, fiz vigílias, jejuei. Ralei os joelhos em busca de uma espiritualidade eficiente. Acreditei que a maturidade humana aconteceria pelo caminho do pieguismo. (Ledo engano; foram meus companheiros de oração que se levantaram contra mim). Conto os anos e constato que o meu futuro ficou mais curto que o meu passado. Indago a mim mesmo: Qual a pertinência do meu esforço? O meu legado terá fôlego? Se só agora noto que o tempo é uma riqueza não renovável, me resta lamentar.
Com o achincalhe que vários líderes religiosos passam, aconselho aos pastores que abram mão de egolatrias tolas. O fascínio por títulos, riqueza, ostentação e poder político terão consequências ruins sobre vocês mesmos. Não é apenas tolice brincar de importante em nome de Deus mas, trágico. O caminho estreito continua possível. Por mais que pareça incrível, alguns já optaram por ele. Basta assistir mais uma vez ao filme do Clint Eastwood e ler a biografia de Francisco de Assis.
Soli Deo Gloria
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Deus não existe, Ele é
Ricardo Gondim
O verbo existir pertence a coisas e pessoas. Deus não se reduz a substantivo e sequer a uma pessoa. Paul Tillich trabalhou o conceito de que “Deus está sempre para além de Deus”. Isto é, todas as vezes que Deus couber em qualquer definição, nos colocamos diante de um ídolo. Os esboços e as imagens mentais que a palavra “Deus” suscitar serão insuficientes para intuir quem Ele é.
Por isso precisamos de inúmeras – e variadas – metáforas e antropomorfismos. Carecemos de um sem número de alegorias para dar conta de descrevê-lo. Muitas vezes, vestir em Deus atributos humanos como misericórdia, indignação, amor, impaciência ou cordialidade acaba criando paradoxos. Amor e ira – comportamentos humanos – parecem não se juntarem em um só indivíduo. Misericórdia e justiça, segundo pensamos, anulam-se mutuamente. Simplesmente não esgotamos o mistério do grande Outro com as imagens que criamos a seu respeito. A Bíblia está repleta de descrições de Deus que, colocadas lado a lado, acabam nem fazendo muito sentido. Por isso, quem deseja catalogar, de forma coerente, o que os antigos falaram a respeito de Deus, perde-se nas diversas narrativas.
Isaías 46. 9-10 registra: “Lembrem-se das coisas passadas desde tempos remotos: que eu sou Deus e não há outro… que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam. E digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade”. No mesmo livro de Isaías [66.4], Deus expressa frustração pela desobediência do povo: “Por isso também escolherei um duro tratamento para eles, e trarei sobre eles o que eles temem. Pois eu chamei, e ninguém respondeu, falei, e ninguém deu ouvidos. Fizeram o mal diante de mim e escolheram o que me desagrada”.
A antiguidade concebia o sobrenatural como uma dimensão que ficava além – ou acima – deste mundo visível. Eles pensavam que Deus se mantinha sentado em um “alto e soberano trono”, “envolto em fumaça” e de lá fazia o que bem entendia. Com a revolução da astronomia, desde Galileu Galilei, ficou evidente que o sobrenatural não se situa acima. O conceito de “um céu lá em cima” não cabe mais.
John S. Erigena (810-877), um pensador deveras original para a época em que viveu, expressou em poesia que Deus não vive em alguma sala remota do universo. Deus está entranhado na realidade.
Oh, tu que és perpétua Essência das coisas
Além do espaço e do tempo e ainda dentro deles,
Oh, tu que transcendes e penetras todas as coisas,
Manifesta-te a nós como te sentimos,
Buscando-te nos escuros lugares de nossa ignorância.
Além do espaço e do tempo e ainda dentro deles,
Oh, tu que transcendes e penetras todas as coisas,
Manifesta-te a nós como te sentimos,
Buscando-te nos escuros lugares de nossa ignorância.
O simples uso do substantivo “Deus” o apequena. Falar de Deus como um sujeito o reduz. Se sou obrigado a pronunciar “Deus” o faço para indicar a teimosia da minha esperança. Vivo em “Deus” pelo sentido de beleza, solidariedade e sede de justiça que sua Presença me inspira. Devido a essa Presença, espero quando não há nenhuma razão para esperar, rio quando o absurdo do sorriso parece um escárnio e choro quando o deboche se torna norma. Só assim vivo em Deus.
Onde a transcendência de Deus se manifesta? Certamente na vida. Nunca nas regiões celestiais. A história, com todas a sua crueldade e beleza, e a vida com toda a sua ambiguidade, são o palco onde o eterno transcende. Ele [Ela] é a atualização do futuro, a negação do mágico, o clamor renitente por justiça, a corporificação da amizade, a solidariedade com o que sofre, o não radical a tudo o que conspira contra a vida.
Deus não está contido nas definições que eu – ou qualquer pessoa – possa dar. Deus reside na possibilidade do milagre, no desabrochar do inédito, nas iniciativas amorosas e na irredutível loucura de crer que o amanhã trará o insólito. Apelo para Rubem Alves:
Se a ação consiste na parteira do futuro, então a atividade humana pode acrescentar o novo ao mundo. Pode constituir, com efeito, um ato de criação. A graça de Deus, ao invés de tornar a criatividade humana supérflua ou impossível, é a política que a torna possível e necessária.
Tal se dá porque no contexto da política de libertação humana o homem encontra um Deus que continua aberto, que ainda não chegou, que está voltado para a atividade humana e é por ela auxiliado. Deus precisa do homem para a criação de seu futuro. “Se Deus não precisasse do homem”, assinala Friedmann, “se o homem fosse simplesmente dependente e nada mais, não haveria sentido para a vida. O mundo não é um esporte divino, e sim, um destino divino”. Assim, a criação de um novo futuro faz parte do pacto de fidelidade mútua para com a libertação humana, unindo Deus e o homem.
O sol da justiça brilhará aqui, no chão que pisamos. No tempo – que nos consome e eterniza – se cumprirá a promessa de que ele vai criar novos céus e nova terra. O tabernáculo de Deus se estabelecerá na praça de uma cidade. Vivemos e existimos rodeados e perpassados pelo eterno. Carecemos apenas de olhos para ver.
Soli Deo Gloria
segunda-feira, 9 de março de 2015
SEM CONTABILIDADE - (Deus, Créditos e Débitos)
“Para escrever esta crônica, preciso de dois fios que deixei soltos. Porque eu escrevo como os tecelões que tecem seus tapetes trançando fios de linha. Também eu tranço fios. Só que de palavras.
O primeiro fio saiu do corpo de uma aranha de nome Alberto Caeiro. (Aranha, sim. Tecemos teias de palavras como casas de morar sobre o abismo.) Disse: O essencial é saber ver (…) Mas isso (…), Isso exige um estudo profundo, Uma aprendizagem de desaprender (…) Procuro despir-me do que aprendi, Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta que me pintaram os sentidos.
Volta-me à memória o meu amigo raspando a tinta das paredes da casa centenária que comprara, tantas tinham sido as demãos, cada morador a pintara de uma cor nova sobre a cor antiga. Mas ele a amou como uma nova namorada. Não queria por vestido novo sobre vestido velho. Queria vê-la nua. Foi necessário um longo striptease, raspagens sucessivas, até que ela, nua, mostrasse seu corpo original: pinho-de-riga marfim com sinuosas listras marrom.
Nós. Casas. Vão-nos pintando pela vida afora até que memória não mais existe do nosso corpo original. O rosto? Perdido. Máscara de palavras. Quem somos? Não sabemos. Para saber é preciso esquecer, desaperender.
Segunda aranha, segundo fio, Bernardo Soares: nós só vemos aquilo que somos. Ingênuos, pensamos que os olhos são puros, dignos de confiança, que eles realmente veem as coisas tais como são. Puro engano. Os olhos são pintores: pintam o mundo de fora com as cores que moram dentro deles. Olho luminoso vê mundo colorido; olho trevoso vê mundo negro.
Nem Deus escapou. Mistério tão grande que ninguém jamais viu, e até se interditou aos homens fazer sobre ele qualquer exercício de pintura, segundo mandamento – “Não farás para ti imagem” -, tendo sido proibido até, com pena de morte, que seu nome fosse pronunciado. Mas os homens desobedeceram. Desandaram a pintar o grande mistério como quem pinta casa. E, a cada nova demão de tinta, mais o mistério se parecia com a cara daqueles que o pintavam. Até que o mistério desapareceu, sumiu, foi esquecido, enterrado sob as montanhas de palavras que os homens empilharam sobre o vazio. Cada um pintou Deus do seu jeito.
Disse Angelus Silesius:
O olho através do qual Deus me vê é o mesmo através do qual eu o vejo. E assim Deus virou vingador que administra um inferno, inimigo da vida que ordena a morte, eunuco que ordena a abstinência, juiz que condena, carrasco que mata, banqueiro que executa débitos, inquisidor que acende fogueiras, guerreiro que mata os inimigos, igualzinho aos pintores que o pintaram.
E aqui estamos nós diante desse mural milenar gigantesco, onde foram pintados rostos que os religiosos dizem ser rostos de Deus. Cruz-credo. Exorcizo. Deus não pode ser assim tão feio. Deus tem de ser bonito. Feio é o cramulhão, o cão, o coisa-ruim, o demo. Retratos de quem pintou, isso sim. Menos que caricatura. Caricatura tem parecença. Máscaras. Ídolos. Para se voltar a Deus, é preciso esquecer, esquecer muito, desaprender o aprendido, raspar a tinta…
Os que não perderam a memória do mistério se horrorizaram diante dessa ousadia humana. Denunciaram. Houve um que gritou que Deus está morto. claro. Ele não conseguia encontrá-lo naquele quarto de horrores. Gritou que nós éramos assassinos de Deus. Foi acusado de ateu. Mas o que ele queria, de verdade, era quebrar todas aquelas máscaras para poder de novo contemplar o mistério infinito.
Outro que fez isso foi Jesus. “Ouvistes o que foi dito aos antigos; eu porém vos digo…” O deus pintado nas paredes do templo não combinava com o Deus que Jesus via. O deus sobre o qual ele falava era horrível às pessoas boas e defensoras dos bons costumes. Dizia que as meretrizes entrariam no reino à frente dos religiosos. Que os beatos eram sepulcros caiados: por fora brancura, por dentro fedor. Que o amor vale mais que a lei. Que as crianças são mais divinas que os adultos. Que Deus não precisa de lugares sagrados – cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.
E ele fazia isso de forma mansa. Contava estórias. A uma delas, os pintores de parede deram o nome de Parábola do Filho Pródigo. é sobre um pai e dois filhos. Um deles, o mais velho, todo certo, de acordo com o figurino, cumpridor de todos os deveres, trabalhador.
O outro, mais novo, malandro, gastador irresponsável. Pegou a sua parte da herança adiantada e se mandou pelo mundo, caindo na farra e gastando tudo. Acabou o dinheiro, veio a fome, foi tomar conta de porcos. Aí se lembrou da casa paterna e pensou que lá os trabalhadores passavam melhor do que ele. Imaginou que o pai bem que poderia aceitá-lo como trabalhador, já que não merecia mais ser tido como filho. Voltou. O pai o viu de longe. Saiu correndo ao seu encontro, abraçou-o e ordenou uma grande festa, com música e churrasco. Para os pintores de parede, a estória poderia ter terminado aqui. Boa estória para exortar os pecadores a se arrepender. Deus perdoa sempre. Mas não é nada disso. Tem a parte do irmão mais velho. Voltou do trabalho, ouviu a música, sentiu o cheiro de churrasco, ficou sabendo do que acontecia, ficou furioso com o pai, ofendido, e com razão. Seu pai não fazia distinção entre credores e devedores. Fosse o pai como um confessor e o filho gastador teria, pelo menos, de cumprir uma penitência.
A parábola termina num diálogo entre o pai e o filho justo. Mas o suspense se resolve se entendermos as conversas havidas entre eles. Disse o filho mais moço: – Pai, peguei o dinheiro adiantado e gastei tudo. Eu sou devedor, tu és credor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somos débitos. Disse o mais velho: – Pai, trabalhei duro, não recebi meus salários, não recebi minhas férias e jamais me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos. Eu sou credor, tu és devedor. Respondeu-lhe o pai: – Meu filho, eu não somo créditos.
Os dois filhos eram iguais um ao outro, iguais a nós: somavam débitos e créditos. O pai era diferente. Jesus pinta um rosto de Deus que a sabedoria humana não pode entender. Ele não faz contabilidade. Não soma nem virtudes nem pecados. Assim é o amor. Não tem porquês. Sem-razões. Ama porque ama. Não faz contabilidade nem do mal nem do bem. Com um Deus assim, o universo fica mais manso. E os medos se vão. Nome certo para a párábola: “Um pai que não sabe somar”. Ou: “Um pai que não tem memória”…
Essa mensagem de Ed René Kivitz fala exatamente sobre isso:
Deus, créditos e débitos, por Ed René Kivitz, no domingo 02 de Junho de 2013. -Lucas 15.11-32
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
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