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"...Enquanto ensinarmos que o mundo é um lugar a ser evitado, que as mazelas humanas são fruto da ausência de Deus, que Deus não ouve os pecadores, que só a igreja evangélica é que detém os "diretos autorais" da salvação, que ser forte e inabalável é sinônimo de fé e que ser pecador é ser inimigo de Deus então ainda não entendemos o plano da salvação e o evangelho de cristo rebaixado apenas á mais uma religião...."
"Sequencia de vídeos diários com a leitura do Novo Testamento"

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Morre o grande John Stott

Líderes evangélicos brasileiros lamentam e comentam a morte de um dos maiores líderes evangélicos do mundo, John Stott, que foi apontado como dono de um dos três maiores comentários de Romanos, ao lado de Martinho Lutero e Karl Barth.
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(Foto: Langham Partnership)
Líderes evangélicos brasileiros lamentam e comentam a morte de um dos maiores líderes evangélicos do mundo, John Stott.
John Stott faleceu nesta tarde de quarta-feira, aproximadamente às 3:15pm, horário de Londres, de acordo com o presidente do John Stott Ministries, Benjamin Homan.
O grande líder evangélico deixou alguns amigos no Brasil que fizeram recordações de Stott neste momento de perda. O bispo anglicano Robinson Cavalcanti, um dos que intermediou a visita do líder no Brasil em 1980, disse ao The Christian Post que justamente pensava em ir visitá-lo na Inglaterra.
“Foi uma perda... Ele foi um dos principais pensadores evangélicos do século passado”.
Cavalcanti teve um relacionamento, segundo ele, próximo por estarem ligados à ABU (Aliança Bíblica Universitária), e o congresso de Lausanne, da qual foi membro.
“Estivemos juntos desde de 1967, era uma relação dentro da linha evangélica anglicana, dentro da ABU e dentro da relação afetiva”.
A última que o líder brasileiro esteve com ele faz uns cinco anos, disse Cavalcanti.
Das vezes em que Stott foi ao Brasil, o bispo Robinson Cavalcanti foi o seu intermediário, em 1980, no Congresso Mundial da ABU em Recife. A segunda vez ele veio em 1989, para um outro congresso, sendo intermediado por um outro amigo, pastor Caio Fábio.
“Duas vezes que Stott foi ao Brasil, ele veio em minha casa. Da primeira vez, ele tomou café e na segunda ele almoçou”, relembrou o bispo brasileiro.
Bispo Cavalcanti citou como uma qualidade da qual ele se lembra de John Stott a sua capacidade de expor a Bíblia. “Como expositor bíblico ele era fantástico.”
Ele considera que John Stott foi um dos três maiores comentaristas do livro de Romanos da história que "foram os comentários de [Martinho] Lutero, o de Karl Barth e o comentário dele [John Stott]”.
John Stott foi descrito por ele como uma pessoa introvertida, mas afetuosa e muito pastoral, muito preocupado com o bem estar dos seus amigos.
O pastor Caio Fábio d'Araújo Filho, apontado como outro dos amigos próximos de Stott no Brasil, informou a morte do líder evangélico no seu blog, escrevendo a última mensagem dele em Keswick.
Na visita Stott ao Brasil em 1989, Caio Fábio, como é conhecido, foi o responsável por levá-lo a conhecer a famosa Amazônia.
John... dizia que nunca, em tão pouco tempo, tinha visto tantas novas espécies de pássaros em sua vida”, disse Caio Fábio em um dos seus relatos sobre a visita de Stott postado em seu blog.
Outros líderes brasileiros lamentaram sua morte, “é com pesar que recebi a notícia do falecimento de um dos maiores pastores evangélicos de todos os tempos”, disse o pastor Renato Vargens da Igreja Cristã da Aliança no Rio de Janeiro.
“Eu devo muito a este grande homem de Deus. Seus livros contribuíram significativamente para a minha formação teológica”, disse ele.
Stott morreu aos 90 anos e é reverenciado por sua vida em ministério. Ele foi considerado pelo evangelista Billy Graham como o “mais respeitado no mundo de hoje”.
Stott era pertencente à Igreja Anglicana desde 1936 e foi o fundador da Langham Partnership International. Uma de suas maiores contribuições internacionais foram os seus livros, publicando mais de 40 títulos e centenas de artigos cristãos.

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